sab, 18/03/2017 - 10:40

Saiba o que fazer para evitar carne estragada: "na dúvida, não coma", afirma especialista

Ricardo Morishita, diz que o consumidor deve ficar atento às informações dos produtos nos estabelecimentos Leia mais: http://extra.g

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Após a divulgação da fraude das carnes, entidades de defesa do consumidor recomendam redobrar os cuidados com coloração avermelhada, textura não pegajosa e lisa, e a ausência de mau cheiro. O diretor de pesquisas e projetos do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e professor de direito do consumidor, Ricardo Morishita, diz que o consumidor deve ficar atento às informações dos produtos nos estabelecimentos. O especialista afirma que são elas que vão orientar como proceder na escolha do alimento.

"Na dúvida sobre a adequação do produto, espere. Entre em contato com o supermercado ou com o fabricante. Na dúvida, não consuma", orienta. "Se cheirou e está estranho; a cor está estranha, espere, não consuma. Em última análise, você tem os órgãos de defesa do consumidor.

Cliente olha estante de carnes em mercadoCliente olha estante de carnes em mercado

Para o Idec, as irregularidades cometidas por vários frigoríficos reforçam que o consumidor deve evitar alimentos ultraprocessados, produzidos a partir de carnes como salsicha, linguiça, nuggets, hambúrgueres, dentre outros.

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Passo a passo sobre como se proteger das carnes estragadas:

1. Atenção com aparência externa
Verifique a cor, odor e textura, assim como a procedência, data de validade, temperatura de armazenamento e a integridade da embalagem.

2. Dê preferência a produtos frescos
Priorize alimentos in natura, ou minimamente processados e não embalados, e vite alimentos ultraprocessados.

3. Exija detalhes fabricação
Uma das obrigações dos estabelecimentos é apresentar ao consumidor as informações de rastreabilidade, de que forma o alimento está sendo manipulado e, nas embalagens, indicar a identificação do produto: origem, data da manipulação, pesagem correta, prazo de validade.

4. Evite carnes embaladas industrialmente
A utilização de carne podre e estragada, papelão e pedados de cabeça em frango, salsicha e linguiça, como identificados pela operação, ficam mascaradas por conta do nível de processamento do produto e a inclusão de aditivos alimentares como corantes, aromatizantes, realçadores de sabor.

5. Prefira carne moída na hora, em sua presença
Embora a carne moída previamente não seja imprópria para consumo, o processo é proibido por lei em todo estado do Rio. De acordo com a Lei 6.538/1983, carne só pode ser moída na presença do consumidor e após o pedido dele. A única exceção é se o estabelecimento estiver registrado junto a um órgão da agricultura, estando embalada e apresentando na sua rotulagem o número do SIE.

Em meio ao escândalo de comércio de carne podre e adulterada, após a Operação Carne Fraca deflagrada ontem pela Polícia Federal, o secretário-adjunto do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, afirmou, na última sexta-feira, que o processo de recolhimento dos produtos que estão em circulação já começou. Novacki disse que a população tem de ficar tranquila e tomar cuidados na hora de comprar no supermercado.

As autoridades ainda não sabem dizer o destino das carnes adulteradas. Porém, a partir de segunda-feira, segundo Novacki, começarão a ser rastreados os códigos de barra dos produtos em que a fraude foi confirmada. Sem dizer como é possível recolher as carnes sem os códigos de barra, o secretário afirmou que o processo já começou. No entanto, recomendou à população que informe ao ministério caso encontre produto suspeito por meio do número 0800-704-1995.

Ainda ontem, três fábricas de aves, salsicha e mortadela foram fechadas e outras 21 estão sob suspeitas de fraude em carne bovina e até ração para animais de estimação. São duas fábricas do Frigorífico Peccin, no sul do país: em Jaguará do Sul (SC) e Curitiba (PR). Uma unidade da BRF em Mineiro, em Goiás, também foi fechada.

Na última sexta-feira, pelo menos 20 funcionários públicos foram presos pela PF. Além deles, 33 servidores envolvidos no processo de fraude das carnes foram afastados.
A notícia de que dezenas de empresas do setor adulteravam e vendiam carne estragada pegou os consumidores de surpresa. A denúncia feita pela Operação Carne Fraca investiga 40 empresas do setor. Entre elas estão as gigantes BRF Foods, proprietária de marcas conhecidas, como Sadia e Perdigão; e a JBS, dona da Friboi e da Seara. Executivos das duas empresas foram presos ontem.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/saiba-que-fazer-para-evitar-car...

 

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