Com um recado para o "Sr. Pichador" em um muro recém-construído, uma construtora mineira faz um apelo para tentar combater as pichações e promete doar cestas básicas a uma instituição carente, caso o vândalo dê uma trégua. As placas estão afixadas no muro de um prédio ainda em construção, na marginal da Via Expressa, no bairro Camargos, na região Oeste de Belo Horizonte.
A empresa afirma que conseguiu diminuir o índice de vandalismo. "O nosso objetivo era tentar amenizar um problema que era constante em nossas obras", destacou a assessoria de comunicação da construtora.

Somente no primeiro semestre deste ano, a Guarda Municipal prendeu 55 pichadores em Belo Horizonte. Em 2010, foram 122 prisões e apreensões de menores. A pena nesses casos varia entre três meses a um ano de prisão. A multa pode chegar a R$ 100 mil.
Na capital, cerca de 300 novas pichações são descobertas por mês. A prefeitura gasta anualmente R$ 2 milhões com os reparos de bens públicos depredados. Apenas na Regional Centro-Sul, são gastos mensalmente R$ 11 mil para lavar os prédios que foram alvo de vandalismo, além de R$ 3.200 com pinturas.
No ano passado, o projeto "Despiche", comandado pelo Movimento Respeito por BH, com o apoio da prefeitura e das polícias Civil e Militar, realizou mutirões de limpeza em todas as regiões da capital com a participação da comunidade. Este ano, a ação já foi realizada, em junho, na Regional Venda Nova.
O Tempo
Da redação do Plox
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