Desavenças relativas ao pagamento de R$ 1,5 mil, referentes ao aluguel do prédio onde está instalada a madeireira Macal, no Bairro Sion, podem ter motivado o assassinato do analista de informática André Elias Ferreira, de 40 anos, morto no feriado prolongado, numa lanchonete às margens da BR-381, em Itatiaiuçu, na Região Central de Minas. Numa briga familiar, Luiz Antônio Caus, sócio-diretor da empresa e cunhado da vítima, teria se recusado a pagar o valor simbólico (no mercado, seria próximo de R$ 150 mil) proposto no contrato. Por desentendimento com o pai, Francisco Caus, Luiz Antônio teria sido despejado judicialmente, numa medida que, de acordo com parentes, teria tido o apoio de Ferreira. Uma das linhas de investigação trabalha com a hipótese de que, por causa desses atritos, o empresário tenha encomendado o assassinato do cunhado. Não há, por ora, provas materiais.
Sobre as investigações, o chefe da Divisão de Homicídios, delegado Wágner Pinto, afirma que, apesar de as acusações recaírem sobre Luiz Antônio, é “prematuro apontar um suspeito” do crime e, inicialmente, é preciso buscar provas para que se possa apontar um culpado. Nessa segunda-feira, o delegado Marco Antônio Noronha, da Delegacia Regional de Itaúna, incumbido inicialmente das investigações, esteve em BH para detalhar os primeiros passos da apuração. À tarde, a esposa da vítima foi ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa para novamente prestar esclarecimentos sobre o caso e a disputa patrimonial entre os irmãos Caus.
O imbróglio relacionado à disputa patrimonial da família Caus se arrasta desde o casamento de André e Carmén Waleska Caus, em 2006. Inconformado, segundo amigos da família, Luiz Antônio se via ameaçado com o matrimônio da irmã. No mesmo ano, o irmão, segundo denúncia feita por ela, teria parado de quitar o aluguel de outro imóvel pertencente aos dois, mas que funcionava como depósito da madeireira, no Bairro Olhos d’Água. Também simbolicamente, pagava R$ 1,2 mil, enquanto, segundo estimativas, o valor de mercado o obrigaria a pagar, no mínimo, 10 vezes mais.
Dois anos depois, Carmén entrou com ação judicial para tentar dividir seis bens herdados por ela e o irmão, pois Luiz Antônio teria impedido que ela locasse os bens. Como ele não aceitou a separação, a partir daí arrastou-se um longo processo, criando um mal-estar na família. Avaliados em R$ 12 milhões, segundo perícia anexada ao processo, os imóveis pertenciam ao pai, Francisco Caus, e foram doados, em vida, para os filhos. A proposta da irmã é que cada um ficasse com três das propriedades, que, somadas, têm valores semelhantes. O pedido foi negado pelo irmão. O processo está em andamento na 25ª Vara Cível do Fórum Lafayette.
Saiba mais
Na quinta-feira, enquanto seguia para Caxambu, no Sul de Minas, o analista de informática André Elias Ferreira foi executado com dois tiros na frente da esposa e do filho, de 4 anos, quando saía de uma lanchonete às margens da BR-381, em Itatiaiuçu. Segundo denúncias feitas pelo sogro da vítima, Francisco Caus, o único inimigo do morto era o seu filho, Luiz Antônio Caus, sócio-diretor da madeireira Macal. Ele estaria contrariado com o envolvimento de André nos negócios da família, principalmente quanto à divisão dos bens pertencentes a ele e à esposa. Há uma disputa judicial para separação de seis propriedades, avaliadas em mais de R$ 12 milhões. Além disso, Luiz teria se sentido ameaçado no reparte da herança depois do casamento da irmã e do nascimento de um sobrinho.
Estado de Minas
Da redação do Plox
Assassino!!!
Caro Luiz Antonio, morrera na cadeia assassino!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Assassino vai apodrecer na cadeia......
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