terça-feira, 21/06/2011

Beatriz Segall: “a polêmica da meia-entrada”

Beatriz Segall participou do encontro com o comitê da CPI que investiga a emissão de carteiras estudantis falsas no estado, na tarde de segunda-feira (20), na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no centro da cidade. Na reunião, onde também estiveram presentes o presidente da comissão, o deputado Rafael Picciani, e o presidente da Associação Brasileira dos Empresários Artísticos, Ricardo Chantilly, a atriz frisou que a classe artística não deve arcar com os custos da meia-entrada destinada aos estudantes.

“O público nos acusa de acabar com o direito a meia-entrada. Não somos contra e nem nos passa pela cabeça que seja eliminada. Nós queremos é ser ressarcidos porque não é nossa obrigação. Um médico não cobra 50% pelo atendimento, nem um livreiro ou uma escola. Também somos comerciantes de teatro. Então precisamos da bilheteria”, afirmou ela, que atualmente está no ar na minissérie da Globo “Lara com Z” e em cartaz com o espetáculo “Conversando com Mamãe”.

Segall também criticou a falta de engajamento dos colegas de profissão. “Os atores e empresários que não se manifestam estão nos prejudicando. Estou nessa luta há 10 anos. Precisamos de ajuda para conseguir essa vitória contra esse imposto que sai muito caro chamado meia-entrada. É quase impossível para nós nos mantermos”, enfatizou. Na ocasião eram esperadas as presenças de Irene Ravache, Paulo Goulart e Christiane Torloni que não puderam comparecer por conta de suas respectivas agendas de gravação.

Entre as possíveis soluções, a criação de cotas de meia-entrada para um número determinado de assentos e a possibilidade da apresentação dos espetáculos em dias de semana como quarta e quinta-feira com preços acessíveis.


Vice-presidente da comissão, a atriz e deputada Myriam Rios defendeu o estabelecimento de cotas

Após o debate, Rafael Picciani fez um balanço da CPI, que começou em março deste ano. Segundo ele, após as investigações a atual preocupação da comissão é debater soluções com produtores, empresários e a classe artística. “Os preços elevados não prejudicam só o cliente que não tem a condição de pagar aquele valor. Ele prejudica também o produtor do espetáculo que não tem a possibilidade de ter a sua casa lotada”, disse ele, se referindo ao fato de empresários optarem por aumentar os valores dos ingressos para driblar o prejuízo da meia-entrada.

A criação de cotas de meia-entrada para um número pré-determinado de assentos e a possibilidade da apresentação dos espetáculos em dias pré-determinados com preços acessíveis foram algumas das soluções A CPI, que teve seu prazo prorrogado, tem uma reunião agendada para segunda-feira (27) com a presença da Secretária Estadual de Cultura do Rio, Adriana Rattes, do Secretário Estadual de Cultura do Rio, Wilson Risolia, da Secretária Estadual de Esporte e Lazer, Márcia Lins, e do Superintendente Estadual de Políticas de Juventude do Rio de Janeiro, Allan Borges.

Dois outros encontros estão programados, mas ainda sem data definida: um para ouvir os estudantes e também uma audiência pública onde as instituições de ensino devem se apresentar de forma unificada.

IG

 

Da redação do Plox


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