sexta-feira, 30/07/2010

Bebê de 4 meses morre após fazer nebulização

Revolta e comoção marcaram o enterro de um bebê de 4 meses ontem, no cemitério de Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte. Pais da criança reclamam de negligência médica e vão procurar a Justiça, já que ela morreu após ser submetida a uma nebulização no hospital Santa Helena, em Contagem. Evelyn Sara da Silva sofreu uma parada cardíaca após o procedimento e morreu 26 horas depois por falência múltipla dos órgãos.

Segundo o pai de Evelyn, o operador Paulo Henrique da Silva, 33, a criança foi vítima de pelo menos dois erros médicos durante o atendimento, na noite da última terça-feira. O bebê, que apresentava sinais de bronquite, foi atendido por um pediatra do hospital e fez um raio-x. Nenhum problema foi constatado. Mesmo assim, segundo os pais da criança, o médico receitou remédios e indicou que uma enfermeira aplicasse uma bombinha com o medicamento salbutamol. "Era uma bombinha. Na primeira aplicação ela já começou a passar mal. Minha esposa reclamou e a enfermeira disse que era normal. Na segunda vez, ela mexeu os olhos e na terceira aplicação a língua saltou para fora. Ela teve a primeira parada cardíaca nessa hora", relatou o pai.

O médico foi chamado às pressas e foi feita a massagem para reanimar o bebê. "Tive que ajudar o médico, fiquei segurando o oxigênio", contou Silva. Ainda no hospital, a criança fez um novo raio-x do peito, que segundo a mãe, a dona de casa Elaine Oliveira da Silva, 30, mostrou outro resultado. "Depois da bombinha, o exame mostrou um peito totalmente cheio. Ela inalou aquilo e ficou mal", reclamou.

Reanimado, o bebê foi encaminhado para o CTI do Hospital Infantil São Camilo. Foi ai que, segundo Silva, houve o segundo erro. "Após a primeira parada cardíaca até chegar no CTI colocaram apenas um tubinho de oxigênio no rosto dela. Um médico do São Camilo nos disse que faltou oxigênio. Ela tinha que estar toda entubada", afirmou.

Ao dar entrada no São Camilo, no início da madrugada de quarta-feira, o bebê sofreu uma nova parada cardíaca, entrou em coma e morreu.

Família vai recorrer à Justiça

Com as receitas e exames feitos durante os atendimentos em mãos, a família de Evelyn Sara da Silva foi ontem à Polícia Militar registrar um boletim de ocorrência. Eles pretendem acionar a Justiça.

A dona de casa disse que o interesse não é uma compensação financeira. "Não quero que outras famílias passem por isso. Minha filha não estava doente, a levamos por precaução", disse. A reportagem entrou em contato com os dois hospitais citados na matéria, mas eles não responderam.

 

O Tempo

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