A polícia procura um homem de 50 anos suspeito de matar o próprio filho recém-nascido em Patrocínio, no Alto Paranaíba. O bebê, segundo a polícia, seria fruto de um incesto, já que o homem é acusado de abusar sexualmente da filha de 19 anos, mãe da criança. Uma senhora, de 75 anos, que seria bisavó do recém-nascido e mãe do suspeito, está presa acusada de participar do crime.
Segundo a polícia, Expedito Leite abusava da filha desde que ela tinha 12 anos. A menina engravidou do pai pela primeira vez aos 14. Na época, Leite a obrigou a tomar remédios abortivos. Em depoimento, a mãe da jovem alegou que nunca desconfiou de nada. O suspeito ameaçava a filha de morte caso ela contasse para a mãe sobre os estupros.
A jovem resolveu levar a última gravidez adiante. De acordo com as investigações, ela fez isso para ter uma prova contra o pai. Mas, no dia do parto, Expedito Leite chamou a mãe dele, Ester Leite, 75, que morava com a família, para auxiliá-lo. A idosa fez o parto do bisneto e entregou a criança ao filho. Segundo a mãe do bebê, a criança chorou no nascimento, o que descarta a hipótese de ter nascido morta.

De acordo com os policiais, o homem enterrou o recém-nascido em uma toca de tatu, a 150 metros da casa da família, no terreno de um vizinho, na comunidade de Samabaia. Dias depois, o corpo foi encontrado pelos cachorros dos vizinhos, que foram atraídos pelo mau cheiro e chegaram a comer parte dos restos mortais. Não foi possível identificar o sexo da criança.
Após localizar a mãe da vítima, a polícia a pressionou sobre a paternidade. Ela afirmou que seria um suposto namorado. Com a falta de dados consistentes a respeito do parceiro e informada de que poderia ter problemas por ocultar um crime, a jovem confessou o histórico de abusos cometidos pelo pai. O suspeito fugiu depois da localização do corpo do bebê.
A bisavó da criança está presa na Penitenciária Deputado Expedito Faria Tavares, em Patrocínio. Ela vai responder por homicídio e ocultação de cadáver. Já o filho dela vai responder, além desses crimes, por estupro e aborto.
O Tempo
Da redação do Plox
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