sexta-feira, 09/09/2011

Bombeiros combatem mais de 500 focos de incêndio em MG

Minas Gerais é o Estado que registra o maior número de focos de incêndios florestais no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram 510 focos desde janeiro. Em seguida vêm Bahia (com 446 registros), Piauí (372) e Pará (264). O longo período de estiagem, que atinge boa parte do território mineiro, e a baixa umidade do ar contribuem para o problema.

Essa combinação, somada às altas temperaturas, se tornou o principal rival do Corpo de Bombeiros e dos brigadistas que tentam debelar os incêndios em Minas. Há regiões onde o fogo consome a vegetação há dez dias, como no Parque Nacional do Caraça, em Catas Altas, importante santuário de biodiversidade e destino de amantes do ecoturismo.

Na Serra de Santa Helena, em Sete Lagoas, na região Central, a vegetação é castigada pelas chamas há seis dias, e 150 hectares foram destruídos. Ontem, o Corpo de Bombeiros atendeu a cem chamados somente em Belo Horizonte e na região metropolitana, sendo 91 incêndios em áreas verdes e nove em lotes vagos. Não chove na capital há mais de três meses.

Dificuldade. Brigadistas de vários parques do Estado reclamam que estão combatendo o fogo sem a ajuda dos bombeiros. De acordo com o sargento Rogério Viana, a corporação passou o mês estudando formas de otimizar o efetivo e combater de forma mais eficaz os incêndios. A partir de hoje, novas técnicas devem ser utilizadas para conter as chamas. "O objetivo é atuar em todos os focos" disse o sargento.

A bióloga da reserva do Santuário do Caraça, Aline Abreu, reclamou que os brigadistas do parque trabalharam durante pelo menos sete dias sem o apoio do Corpo de Bombeiros. "Nós já perdemos mais de 100 hectares de mata", disse. Ontem, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente liberou três aeronaves para auxiliar o combate aos focos no local. Hoje o Corpo de Bombeiros de Itabira, no Vale do Aço, vai se unir aos militares da capital para atuar no Caraça.

O clima seco deve continuar em todo Estado até a próxima quinzena. Com o início da primavera, há possibilidade de chover.

 

 

 

Fuligem e ar seco pioram efeitos nocivos à saúde

O aumento dos incêndios contribui para piorar a qualidade do ar. O calor reduz a umidade e a fuligem da fumaça aumenta a presença de material particulado na atmosfera, o que agrava os efeitos nocivos à saúde. Especialistas recomendam que todos intensifiquem os cuidados, mas indicam atenção especial àqueles que têm doença crônica.

E, nesse caso, o melhor é procurar pelo médico para buscar recomendações personalizadas. "Quem já sofre de problemas respiratórios deve procurar o médico e manter o uso de medicamentos", afirma a técnica de atenção à saúde da criança da Secretaria Municipal de Saúde, Corina Toscano.

Até quem não tem doenças crônicas também pode apresentar problemas respiratórios. "O tempo seco aliado à fumaça faz com que as vias respiratórias e os olhos ressequem", explica o coordenador de pneumologia sanitária da Secretaria de Estado de Saúde, Edilson Correa.

Para evitar doenças, médicos recomenda ingerir muita água, evitar ambientes fechados, colocar uma bacia d’água no quarto antes de dormir e lavar o nariz com soro fisiológico.

O Tempo

 

Da redação do Plox


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