As agências bancárias brasileiras registraram 838 ataques no primeiro semestre deste ano - 301 assaltos (incluindo sequestro de bancários e vigilantes) e 537 arrombamentos de postos de atendimento, agências e caixas eletrônicos (incluindo casos em que houve uso de maçaricos e explosões por dinamite). A média diária de 4,63 ocorrências provocou 20 mortes, sendo que 11 pessoas morreram em saidinhas de banco - quando o cliente é rendido após sacar dinheiro em caixas eletrônicos.
Os dados são da primeira Pesquisa Nacional de Ataques a Banco, divulgada pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), em Curitiba. Segundo o estudo, São Paulo registrou mais ocorrências do tipo - 283 ataques. A maioria dos assassinatos relacionados também ocorreu no Estado: 12 mortes. Em segundo lugar em número de assaltos, está a Bahia (61), seguida do Paraná (56).
"A segurança bancária é tema mais importante até que questões salariais porque envolve vidas. Os bancos não podem transferir essa responsabilidade para os clientes, proibindo, por exemplo, o uso de celulares dentro das agências", disse João Boaventura, presidente da CNTV.
Algumas das propostas para melhorar a segurança são a isenção de tarifas de transferência de recursos, para desestimular saques em dinheiro, e a instalação de biombos ou tapumes entre a fila de espera e os balcões dos caixas.
O Tempo
Da redação do Plox
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