O braço-direito do goleiro Bruno Fernandes, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, falou ontem, em entrevista ao “Fantástico”, da Rede Globo, que a ex de goleiro veio a Minas Gerais pouco antes de desaparecer para buscar dinheiro. De acordo com Macarrão, foi ele mesmo quem entregou os R$ 30 mil a Eliza pouco antes de deixá-la em um ponto de táxi em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Macarrão disse que o dinheiro foi prometido a Eliza depois de uma agressão do menor, que é primo de Bruno e que, atualmente, cumpre medida socioeducativa. Eles teriam se encontrado no Rio de Janeiro no dia 3 de junho de 2010. Eliza teria reclamado de Bruno e o adolescente a agredido com um soco no nariz. “Depois da agressão, Eliza cobrou R$ 50 mil. Aí eu me lembrei que tinha R$ 30 mil no sítio (em Esmeraldas). Ela exigiu ir lá para pegar o dinheiro”, afirmou.

Ainda segundo a versão do braço-direito de Bruno, na viagem do Rio para Minas, ele, Eliza e o menor pararam em um motel de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte – a versão confirma as investigações da polícia. Ele disse ainda que Eliza não foi forçada nem agredida no sítio. “Eu tirei R$ 33 mil porque tinha que dar um dinheiro para a mãe do Bruno e ela ainda brincou: ‘me dá o resto também’. No sítio não havia correntes, as portas não tinham chaves”, argumentou.
A versão da polícia, de que Eliza teria sido morta, esquartejada e servida para cães da raça rottweiler foi contestada pelo acusado, que jura inocência. Ele disse que depois de dar o dinheiro a Eliza, a deixou em um ponto de táxi e foi embora. “A gente é que tinha medo dela (Eliza), sempre tivemos medo dela”, disse.
Bruninho, o bebê que seria filho de Eliza com o goleiro, e o pivô de seu desaparecimento e morte, teria ficado aos cuidados de funcionários do sítio. “A criança não foi escondida. Eliza combinou de deixar a criança no sítio”. A afirmação vai contra declarações do goleiro, que disse que deixou a criança com sua ex-mulher, Dayanne Souza.
Essa foi a segunda vez que Macarrão falou sobre o crime. No último dia 21, ele conversou com representantes da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa durante uma visita à Penitenciária Nelson Hungria.
O Tempo
Da redação do Plox
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