sexta-feira, 09/09/2011

Confira a entrevista com Eduardo Moscovis

Em 180°, Eduardo Moscovis é Russell, um jornalista que vive um triângulo amoroso com a ex-mulher, encarnada por Malu Galli, e o então namorado dela, vivido por Felipe Abib. Nesse longa-metragem, Eduardo Vaisman conta a história do ex-casal, cujo rompimento ocorreu de forma sofrida e dolorosa. Nesta quinta-feira (8), o ator recebeu a imprensa em uma produtora na Vila Madalena, em São Paulo, para falar sobre o filme que estará nos cinemas brasileiros a partir do dia 16 de setembro. Mas não tinha jeito. Ele sabia que seria impossível evitar perguntas sobre sua volta à televisão com o seriado “Loucos por Ela" e a gravidez da mulher, Cynthia Howlett.

Demonstrando transparência, Eduardo inicia o bate-papo discorrendo sobre a possibilidade de um triângulo amoroso em sua própria vida afetiva. “É uma situação que não condiz muito com uma possibilidade minha de hoje. Mas agora há pouco eu estava com a minha ex-mulher e o namorado dela juntos vivendo uma situação cotidiana, indo pegar os filhos para ir a uma festa juntos. Isso é normal”, afirma.

Seu personagem, apesar do prestígio profissional, abre mão da carreira para rever suas escolhas e retomar suas origens, logo após a morte do pai. “O trunfo dele e o que me acendeu é o fato de ele chegar em um momento e dizer: ‘eu não quero isso. O que vai ser eu não sei, mas isso eu não quero mais’. E ter a coragem de ir. Ele foi atrás da história dele porque estava muito insatisfeito com aquela rotina, apesar de ser um cara de sucesso. E ele não fica apegado àquela condição, um estágio perigoso, que eu particularmente, não quero cair nele. O personagem veio numa hora que era exatamente o que eu estava procurando, sem ser hipócrita com ninguém e me respeitando”, complementa.

O basta de Russell é como um espelho para Eduardo Moscovis em sua vida profissional. Fora da televisão desde “Alma Gêmea”, em 2005, e com diversos projetos no cinema e teatro, ele não quer mais a imagem de galã de novela, ser reconhecido apenas como galã. “Eu aceito galã, acho legal. Mas hoje à noite, antes de dormir, vou achar graça. Estava fazendo um espetáculo justamente sobre isso, o interesse que a pessoa tem de grudar no outro o que ela quer imprimir: ‘você é legal, você é gostoso, você é antipático’. Se você está falando que eu sou galã, beleza, bacana. Mas quando chegar uma hora que eu acho que deprecia, é pejorativo, é hora de descontruir isso. O que venho buscando de uns tempos pra cá é essa desconstrução mesmo, uma desconstrução assumida da imagem de galã”, admite ele.

O que não significa que ele ficará afastado dos folhetins. “Eu não estou negando fazer uma telenovela; a qualquer momento posso voltar a fazer, não tenho uma aversão, eu não rejeito; eu só precisei abrir este espaço pra mim, para exercitar outras coisas. Foi o que o Russell fez. Eu precisei dizer: ‘aqui não’ Coincidiu muito com o meu momento, o personagem era muito próximo do que eu estava vivendo”, afirma. E aproveita para dar seu recado: “Mas isso não quer dizer que eu não vá fazer novela ano que vem, tudo pode acontecer!”Mas enquanto isso não acontece, ele integra o programa “Saia Justa” e se prepara para o seriado “Louco por Elas”, de João Falcão, com estreia prevista para janeiro de 2012. “É um cara que vive rodeado de mulheres. Não é autobiográfico (risos), mas tem bastante a ver comigo. Ele tem duas filhas meninas, uma ex-mulher, a sogra, a avó, é isso.” Na vida pessoal, Eduardo curte a chegada de seu quarto filho.

Pai de três meninas, Gabriela, 12 anos, e Sophia, 10 anos, do casamento com Roberta Richard, e Manoela, 4 anos, do relacionamento com a atual mulher, ele está na expectativa pelo primeiro filho homem. “Eu não sei o sexo do meu próximo filho, e ainda estou podendo torcer. Estou assumidamente torcendo por um menino, pela primeira vez. O que eu precisava ter de aula e vou continuar tendo – a minha filha mais velha está entrando na pré-adolescência – para entender as mulheres, e eu sei que não vou conseguir, eu já tive. Essas três intervenções que eu recebi de ter três filhas mulheres eu já entendi que é para eu aprender alguma coisa e foi muito bom pra mim. Mas agora acho que podia vir um menino. Mas é ótimo, estou feliz, estou dentro de um universo que eu curto. Eu gosto das mulheres, acho legal, interessante, só não fico batendo em ponta de faca, porque não adianta mesmo. Mas isso também em relação ao ser humano.”

 Ig

Da redação do Plox


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