Alvo de denúncias sobre um possível envolvimento num esquema de venda de habeas corpus - que teria sido oferecido, inclusive, ao goleiro Bruno Fernandes -, a juíza Maria José Starling, da comarca de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi afastada do cargo ontem. A decisão da Corte Superior do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foi publicada no "Diário do Judiciário" eletrônico.
A assessoria do TJMG não confirmou por qual processo a Corte resolveu afastar a juíza. No entanto, fontes afirmaram que não seria o mesmo no qual a magistrada é investigada pela cobrança de propina para colocar em liberdade o jogador. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também acompanha o caso.
Em junho, a dentista Ingrid Oliveira, noiva de Bruno, denunciou à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia que Maria Starling estaria envolvida em um esquema para libertar o jogador.

Para isso, ela teria contado com a ajuda do advogado Robson Pinheiro, que teria cobrado R$ 1,5 milhão para soltar o goleiro. De acordo com as denúncias de Ingrid, Robson Pinheiro, que atuou como defensor de Bruno, foi apresentado a Ingrid por Maria Starling. Pinheiro nega envolvimento.
Para o atual advogado do jogador, Claudio Dalledone, a decisão da Corte do TJMG é um sintoma de possíveis ações ilícitas cometidas pela magistrada. "Agora, só falta a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) tomar alguma providência contra esse advogado (Pinheiro)".
Segundo o presidente da Comissão de Ética da OAB em Minas, Ronaldo Armond, Ingrid não representou formalmente contra Pinheiro. "Não temos elementos para abrir um processo contra ele. Sem comprovações, a OAB não pode agir de ofício", afirmou Armond.
O advogado que representa a juíza Maria Starling, Getúlio Queiroz, foi insistentemente procurado ontem pela reportagem, mas ele não foi localizado em seu escritório. Queiroz não retornou as ligações.
O Tempo
Da redação do Plox
coisas de justiça
A Temis e cega, mas escuta bem.
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