A família de um homem de 47 anos, que morreu na segunda-feira de meningite, acusa a Prefeitura de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, de negligência.
Segundo os parentes de João Camilo Souto, ele não recebeu antendimento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade, onde teria aguardado por três horas.
Em Minas, 40 pessoas haviam morrido vítimas de meningite até maio. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) não tem dados atualizados.

De acordo a sogra de Souto, Vanira Flaviana dos Reis, o homem passou mal no domingo à tarde. "Ele acordou se sentindo mal e pediu a mulher para fazer uma massagem. Ela viu várias manchas nas costas dele e resolveu levá-lo ao médico", disse.
Sem atendimento na UPA, conta Vanira, Souto foi levado para o Pronto-Socorro de Venda Nova, na capital.
De acordo com a assessoria do hospital, o homem deu entrada com quadro de febre, náuseas, vômito, dor de cabeça e várias manchas escuras pelo corpo. Ele foi medicado, e um exame de sangue constatou que ele tinha uma infecção bacteriana. Souto, contudo, teve uma parada cardíaca e morreu.
O material coletado foi encaminhado para análise para a Fundação Ezequiel Dias. O laudo oficial deve sair em cinco dias. Porém, de acordo com o Pronto-Socorro de Venda Nova, exames comprovaram a presença da bactéria causadora da meningite no sangue analisado. A Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que o paciente recebeu senha de atendimento, mas não aguardou ser chamado.
O Tempo
Da redação do Plox
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