terça-feira, 03/01/2012

Farmácia de Minas melhora distribuição de medicamentos em cidades do Vale do Aço

Municípios do Vale do Aço que receberam unidades do programa Farmácia de Minas comemoram os primeiros resultados alcançados. A iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), em parceria com as prefeituras, trouxe melhorias significativas na distribuição gratuita de medicamentos a usuários do SUS, através de um atendimento humanizado feito por profissionais qualificados.

Um exemplo é a pequena cidade de Bugre, que inaugurou a sua unidade em setembro deste ano. A farmacêutica responsável, Aline Ferreira, lembra de como era feita a distribuição de medicamentos antes do programa. “A farmácia funcionava em um cubículo dentro do posto de saúde. Era tanto barulho que o paciente nem prestava atenção nas orientações que a gente dava. Queria pegar o remédio rápido e ir embora”, conta.

Atualmente, com o prédio construído em parceria com o município, ela destaca as melhorias no atendimento. “O paciente pode chegar aqui tranquilamente, sentar com conforto, esperar a sua vez, tomar água. Temos mais tempo para orientar e a pessoa presta mais atenção, diminuindo os riscos de erros na hora de tomar a medicação”, afirma.

Maria da Penha Costa e Souza também sentiu a diferença no atendimento. “O serviço melhorou após a construção desta farmácia. Hoje, há todos os medicamentos e na quantidade que preciso para um mês. Aqui também é muito mais confortável que no posto”, disse a dona de casa, que conseguiu todos os seus medicamentos sem enfrentar fila.

O Farmácia de Minas garante o acesso da população aos medicamentos, por meio da organização da Assistência Farmacêutica para atenção à saúde, maximizando os recursos financeiros e aprimorando as atividades técnico-gerenciais de forma integrada às demais ações de saúde no SUS/MG. O programa é responsável pelo atendimento da população, segundo necessidades específicas relativas à atenção primária, alta complexidade e doenças endêmicas, respectivamente Componentes Básico, Especializado e Estratégico da Assistência Farmacêutica.

Ao mostrar o estoque de medicamentos, Aline Ferreira aponta para o freezer e conta que a Farmácia de Minas resolveu um grande problema que o município vinha enfrentando. “Não tínhamos condições ideais de armazenagem de insulina para os diabéticos. Sempre que alguém precisava, tínhamos que buscar em Ipatinga. Hoje, podemos guardar todas as doses aqui mesmo”, destaca.

Orientação

A seis quilômetros de Bugre, a cidade de Iapu também aderiu ao programa Farmácia de Minas. O prédio foi construído nos fundos da Unidade Básica de Saúde (UBS) e foi inaugurado em dezembro. O secretário Municipal de Saúde, Herick Campos Ferreira, que também é farmacêutico, destaca as vantagens que levaram o município a firmar a parceria com o Governo de Minas para ter o programa. “Aquela visão de farmácia como uma janelinha onde as pessoas apenas pegam os medicamentos está ultrapassada. Hoje, o tempo para passar a orientação ao paciente é tão importante quanto o remédio em si”, destaca.

Herick já sabe também das vantagens para o município em relação ao gerenciamento dos remédios que estão disponíveis para população. “Às vezes um remédio está vencendo e a gente nem sabe. O software do Farmácia de Minas permite gerenciar melhor o estoque, evitando desperdícios e compras desnecessárias”, conclui.

A unidade da Farmácia de Minas foi construída nos fundos da UBS da cidade, que foi reformada e ampliada em 2008, também com recursos do Governo de Minas.

Investimento

Entre 2007 e 2011, foram investidos no programa, por meio da SES, R$ 70 milhões. O valor é destinado à reestruturação da infraestrutura e custeio das unidades Rede Farmácia de Minas.

Para cada uma das 207 unidades inauguradas em Minas até agora, o Tesouro Estadual destinou até R$ 90 mil para sua implantação, sendo R$ 55 mil para a construção do prédio e R$ 35 mil para a montagem. As obras que ultrapassaram o valor de R$ 55 mil tiveram complementos com verbas municipais. Além disso, serão repassadas 13 parcelas mensais de R$ 1.200 para complementação salarial do profissional farmacêutico responsável pela unidade.

Para a estruturação do programa Farmácia de Minas, o governo aumentou em 70% os gastos com medicamentos para atenção primária – de R$ 56 milhões em 2007, para R$ 96 milhões em 2010. Para Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, os investimentos saltaram de R$ 209 milhões para R$ 400 milhões. Com isso, o elenco de medicamentos para atenção primária ampliou de 107 itens em 2007, para 154 em 2010; e o de Componente Especializado, de 155 itens para 195.

 

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