Cláudio Dalledone, advogado do goleiro Bruno Fernandes, é o primeiro a depor na manhã desta terça-feira (28) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O atual defensor do atleta afirmou que o trabalho feito por Ércio Quaresma foi “um naufrágio”.

Dalledone contou ainda que Robson Pinheiros, advogado de Bruno durante dois meses, cobraria uma multa do goleiro caso ele desse entrevistas sem sua presença. Segundo Dalledone, um encontro entre ele e Pinheiros ocorreu em fevereiro deste ano, em um hotel em Belo Horizonte. Na ocasião, Pinheiros teria confirmado o esquema de pagamento de propina para a soltura de Bruno e afirmou estar com o habeas corpus "nas mãos".
"Eles vendiam o esquema, mas eu duvido que ele existia de fato", ressaltou o paranaense.

Abalado, o goleiro chorou durante a abertura da audiência, enquanto o presidente da Comissão de Direitos Humanos, o deputado Durval Ângelo, falava sobre os desmandos da juíza Maria José Starling.
A noiva de Bruno, Ingrid Oliveira, que também irá prestar depoimento, chegou escoltada pela polícia e manteve a cabeça baixa durante o início da audiência.

Esquema
O suposto esquema contaria com a participação do advogado Robson Pinheiro. Segundo Ingrid, ele teria sido indicado pela juíza, em outubro, para intermediar o processo. Maria José Starling receberia R$ 1,5 milhão para conceder um habeas corpus ao goleiro.
Um vídeo de 42 minutos que comprovaria o pedido de propina deve ser exibido.
Outra prova que também pode ser apresentada nesta terça são livros com dedicatórias da juíza endereçados a Bruno e cartas que ela teria enviado ao jogador na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, região metropolitana. O material confirmaria a proximidade da magistrada com o goleiro, preso há um ano acusado de matar a ex-namorada Eliza Samudio.
O Tempo
Da redação do Plox
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