sexta-feira, 03/08/2012

Manifestação contra a corrupção em Ipatinga

Atualizada às 12h20

Durante o manifesto, professoras simularam o "enterro da Educação" do município



Representantes de diferentes classes trabalhadoras realizaram uma manifestação em frente ao prédio da Prefeitura e da Câmara Municipal de Ipatinga, na manhã desta sexta-feira (3).
 



Professores, sindicalistas, representantes de creches, estudantes, entre outros, promoveram um “alvoroço” nas portas do prédio da  administração municipal, reivindicando melhores condições de trabalho, investimento na Educação, na Saúde, valorização das classes e principalmente a falta de pagamento.

Os manifestantes “abraçaram” o prédio, impedindo o acesso à suas instalações. Eles “rodearam” o local, com faixas zebradas e cartazes com os dizeres “Interditado”. Eles afirmaram que  “o cordão seria mantido, para que ninguém entrasse na Prefeitura, até terem uma solução para as creches, escolas, para os salários atrasados e demissões...”



Em sua maioria, vestidos de roupas pretas, os protestantes gritavam contra a corrupção e por solução de problemas nos diversos setores da sociedade.

Segundo Viviane Araújo, coordenadora do Sindicato dos Empregados em Instituições Beneficentes, Religiosas e Filantrópicas (Sintibref-MG) Regional Vale do Aço, as entidades do município não estariam recebendo os valores do convênio firmado com a Prefeitura.



“Nós juntamos todos os sindicatos de Ipatinga, de todas as categorias, para dar um basta na Prefeitura de Ipatinga, porque todas as entidades que dependem do convênio com a Prefeitura, do dinheiro público da Prefeitura, não está recebendo. Tanto a Educação, quanto a Assistência, quanto a Saúde, então por isso que nós interditamos hoje o trabalho do poder público, justamente para mostrar para eles que nós nos unimos. Não estamos levantando bandeira, é um movimento pra todos, contra a corrupção de Ipatinga", disse.



Feliciana Saldanha, coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), subsede de Ipatinga, afirmou que o manifesto é para mostrar a indignação das classes com o descaso do governo com a população.



“As creches conveniadas, a Saúde, a limpeza urbana hoje estão num caos em razão da má administração dos recursos públicos desse município, por isso nós fizemos esse protesto hoje e bloqueamos as entradas dessa Prefeitura pra que as pessoas que estão gerindo mal esta cidade não possam entrar”, afirmou.

Feliciana ressaltou ainda que “tem grandes profissionais que trabalham nesse prédio, mas o problema aqui não é de profissionalismo, o problema  é de gestão".

Darci Monteiro de Souza, presidente da Associação Presbiteriana Leide em Ipatinga, disse que esse seria o pior dos momentos que o município já enfrentou. “Estou nesse movimento há 21 anos, assinando convênio com esse município e nunca tivemos tanta dificuldade como esta. Todas as creches estão em dificuldade financeira...”



Emocionado, Darci Monteiro reivindicou o pagamento dos salários atrasados dos profissionais das creches e demais entidades. “Esperamos que as autoridades nos assistam e nos assegurem o direito de receber pelo menos aquilo que é digno, é o salário dos nossos trabalhadores.”
 


 


 

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