segunda-feira, 10/10/2011

Markinhos Burn: Polícia diz ter nome do assassino, mas Justiça arquiva o caso

A mãe de Markinhos Burn, Ilsa Gonçalves Araújo, diante da repercussão da reportagem sobre o arquivamento do processo que busca punir os responsáveis pela morte de seu filho, enviou ao PLOX uma nota de protesto:

 

Nota:

Uma reportagem muito boa, completa. Esperamos que isso sirva pelo menos para a população ver como a lei funciona em Ipatinga. Não digo que nada que acontecer trará meu filho de volta, só não quero que outras famílias sintam essa dor que estou sentindo.

Meu filho, não é por estar morto, que digo que era um excelente filho. Digo isso, porque era!

Tenho certeza que se os homens não fazem nada, tem um deus no céu que tudo vê e que tem uma mão que nenhum ser dessa terra suporta.
Portanto, não estou esperando nada da justiça da terra. Ela virá do céu.

Mas enquanto espero, quero que as pessoas vejam o que acontece com as famílias que não tem dinheiro nessa cidade, onde o custo de vida é um dos mais altos do Brasil, onde pagamos impostos e no final dá nisso. Somos marginalizados e jogados à margem da sociedade, como meros espectadores das nossas lutas e de nosso sofrimento, sem nenhum apoio da polícia.

Aqui nessa cidade, se seu filho foi assassinado, ele é considerado bandido, não importa seus antecedentes e nem sua família, Simplesmente é um" marginal" e marginais morrem mesmo. Esse é o pensamento da nossa lei em Ipatinga.

Temos o nome do autor, temos tudo o que eles precisam e nada e feito, e vamos convivendo com essa impunidade que com certeza irá gerar novos crimes e novas dores.

Fim da nota.

“Sabemos como ele morreu e quem o matou, mas a Justiça arquivou o caso”, afirma delegado

Era uma quarta-feira, por volta das 14 h. o telefone toca na redação do Plox. Era José Geraldo “Bandinha”, pai de Markinhos Burn, o adolescente morto com um tiro na cabeça enquanto tirava fotos com amigos em um banco de uma praça em Ipatinga.

A voz embargada daquele pai perguntava mais uma vez qual o dia seria veiculada a reportagem onde anunciaríamos que a mãe de Markinhos tinha recorrido da sentença de arquivamento do processo que investigou o assassinato do filho. Já tínhamos a resposta: a Justiça havia negado o pedido e decidiu arquivar o caso definitivamente.

Foram três meses de pesquisa. Quase uma “investigação paralela”. Da Polícia, ouvimos a informação proferida pelo delegado Elton Cota, de Ipatinga, de que após várias diligências, feitas por ele e por colegas que o antecederam, o caso estava concluído.

“Sabemos quem matou o adolescente. Temos provas de que o tiro foi dado próximo a cabeça dele. Temos o nome do autor e já passamos o inquérito para a Justiça”, afirmou.

Entramos em contato com o advogado da família, que, por telefone nos informou da negativa de aceitação do pedido de reabertura do caso. O advogado nos pediu ainda que seu nome não fosse revelado. “Gostaria que vocês me entendessem, pois, o caso corre em segredo de justiça”, disse se esquivando de dar mais detalhes.

A mãe de Markinhos, Ilsa Gonçalves Araujo, é separada do pai do adolescente. Ela recebeu o Plox em sua casa e falou da perda do filho e da luta para tentar buscar justiça. 

“Minha vida acabou naquele dia. Se fosse um filho de alguém importante que tivesse morrido, quem matou já estaria pagando pelo que fez. Mas já sabemos quem foi e parece que o garoto tem parentes influentes. É isso!”, desabafou.

Markinhos gostava de lidar com fotografias /Foto: arquivo de família

O caso, que envolve mistério e informações desencontradas, pode entrar para a lista de falhas da Justiça. A morte Markinhos Burn, como era conhecido o estudante Marcos Vinícius Gonçalves Souza, 16, pode ser mais um caso sem punição dos culpados, sem esclarecimentos à sociedade e sem o último alento dos parentes: a certeza de que os culpados pagarão por seus atos.

Assista neste vídeo às declarações emocionadas dos pais de Markinhos e as afirmações contundentes do delegado Elton Cota dizendo que a Polícia Civil desvendou completamente o caso.

 


Amigos do jovem morto fizeram uma rede de solidariedade e de cobrança de justiça.

 

Faça seu comentário aqui abaixo.

 

 


Bandinha quem te conhece e

Enviado por Néia (não verificado) em sab, 11/02/2012 - 09:58.

Bandinha quem te conhece e conhece sua família sabe do caráter q vc tem e dos filhos maravilhosos q vc possui e q seu filho não era um menino problemático. Fomos vizinhos, passamos a infância juntos, crescemos juntos e vc constitui uma família linda. Infelizmente como disse Ilsa, quem não tem dinheiro nesse País, dificilmente vê a justiça ser feita para quem não tem dinheiro.Um assassinato covarde, sem motivos e permanecer impune apesar de se saber quem cometeu o crime é algo revoltante. Mas a justiça de Deus não falhará.


indgnação

Enviado por Anônimo (não verificado) em qui, 09/02/2012 - 10:24.

justiça só a de Deus...........
mas se o pai ou a mae dele pegar e matar o assino do filho eles são presos na hora e sem fiança...
dificil.....


Filho da ******** ...tortura-lo

Enviado por Ludimilla (não verificado) em seg, 30/01/2012 - 05:31.

Eu acho um absurdo a justiça do nosso BRASIL....CONCORDO PLENAMENTE COM A JUSTIÇA FEITA PELAS PROPRIAS MAOS,POIS NESSE BRASIL SO TEM DIREITO QUEM TEM DINHEIRO,AGORA QUEM TEM CONDIÇOES MENORES NADA SE FAZEM.Entao o negocio e,pegar esse filho da ******** sem maee tortura-lo,toturar ate a morte,nao matar de uma so vez,pois assim nao sentira dor.E deixar o processo arquivar,pois agora virou moda neh?Arquivar...Filho da ********************


nome do assassino

Enviado por Anônimo (não verificado) em dom, 29/01/2012 - 19:59.

Alguem poderia ao menos, citar o nome do assassino ou até mesmo de seus pais ou parentes, assim ficar um pouco mais facil entender o caso!!


Ai VAI MEU RECADO!

Enviado por Anônimo (não verificado) em sex, 27/01/2012 - 18:23.

SE A JUSTIÇA NÃO FIZER VOCÊ PAGAR MEU CARO, AGUARDE, DEUS AINDA VAI COBRAR... EU TENHO DÓ DE VOCÊ, INDEPENDENTE DO QUE ELE ERA OU O QUE ELE FEZ COM VOCÊ, NÃO TINHA O DIREITO DE TIRAR A VIDA DELE, DEUS É JUSTO, ESPERO QUE ELE TENHA PIEDADE DE VOCÊ!!!


Isso é injustiça

Enviado por Anônimo (não verificado) em sex, 13/01/2012 - 08:08.

Dizem que os filhos são espelhos dos pais as vezes falha mas as vezes não, conheci o pai deste garoto e trabalhei com ele, e sei que este garoto não era problemático pois o pai tinha o maior orgulho dele.. Mas infelizmente a mãe disse tudo que hoje no brasil não tem dinheiro não tem justiça. Foi um assassinato covarde com certeza sem motivos pois quando ocorreu eu ainda morava ai em ipatinga e vi muitas vezes esse garoto com seu grupo de amigos. Um rapaz que esbanjava felicidade no inicio de uma vida e acaba tudo assim. Bandinha todos que lhe conhecem sabe da verdade, a pessoa que você é e seu caráter.. Infelizmente não podemos fazer nada, mas você pode ter certeza que está ficando feio é para a comarca de ipatinga, por que isso apenas prova que estamos vivendo em um mundo sem leis.. Abraços amigo e que Deus aplique sua justiça divina pois quando essa for aplicada eles se arrependeram muito do que estão fazendo agora.


INJUSTIÇA

Enviado por ISRAEL (não verificado) em ter, 29/11/2011 - 12:32.

É lamentável assistirmos tudo isso sem nada poder fazer o sentimento da perda só quem perdeu sabe dizer, mas até quando vamos conviver com essas impunidades,a justiça tem que ser reta,imparcial,igualitaria para todos,senão perde a credibilidade.


Policia tambem não cre na justiça brasileira

Enviado por Anônimo (não verificado) em sex, 11/11/2011 - 11:45.

Se a justiça brasileira trabalhasse de forma correta, mandando para a cadeia os assassinos, principalmente os assassinos, tirar a vida de alguem por qualquer motivo que não seja em defesa propria é covardia, é tornal banal a vida, a gestação de uma mãe, a espera de uma familia inteira por um filho, um sobrinho, um primo ou um neto.
Os menores estão sendo respaldados pela justiça para roubar e matar, porque sabem que tem o amparo da lei, chegando a confrontar o delegado de plantão.
A maioridade aos 16 anos não resolveria totalmente o problema, mas atenuaria tanta perversidade contra estes proprios menores, porque eles só querem divertir, roubar e matar para eles já virou diversão.
A policia tanto civil quanto a militar, estão de braços amarrados pelos tribunais de justiça regionais e federais, porque sabem que no no dia seguinte após a apreeensão do menor ele estará na rua, com a auto estima elevada, pois roubou e matou, e, não foi preso.
Serve como um troféu.
Só a sociedade unida em torno de causas tão humanas quanto a mudança das leis arcaicas que regem o Brasil, poderá dar um basta a estas nefastas decisões da (ïn)justiça brasileira.


ABSURDO !

Enviado por Sara R Mendes (não verificado) em qui, 20/10/2011 - 20:35.

.. E UM ABSURDO UMAS COISAS DESSAS
fico chocada , como existem pessoas iguinorantes ..todos tem que pagar pelo seu ''ERRO''
o markinhos era uma otima pessoa .. como humano e como amigo !
nunca vou esquecer ele ♥
... DEUS ta vendo tudo isso, e ele sabe o que faz com essa pessoa, aqui ele ate não pode
pagar pelos seus atos . Mais no Juiz final ele pagará !

FORÇAS ,
para familia !


A Polícia Civil, o Ministério Público e a Justiça

Enviado por Júlio Kirkoff (não verificado) em dom, 16/10/2011 - 19:32.

A Polícia Civil é a Polícia Judiciária, responsável pelas medidas cautelares, responsável por investigar crimes, solicitar mandados de prisão, de busca e apreensão, interceptações telefônicas, etc., só a Polícia Civil pode fazer essas coisas.

Por causa dessa sua função, repressiva, deveria andar lado a lado com o Ministério Público (Promotores) e Judiciário (Juízes), integrada, mas, infelizmente, o que vemos no cotidiano é a Polícia Civil sendo tratada como um "primo feio", como uma instituição de 2ª linha.

Por causa desse tratamento, mas por ter o poder de investigar, ela acaba sendo vista com desconfiança por esses órgãos, o que gera um "olhar torto" sobre suas investigações.

Portanto, apesar de ser uma polícia séria, de realizar investigações complexas, de identificar e levar às barras da justiça os criminosos, não é levada a sério pelos seus "primos ricos" (MP e judiciário), o que por tantas vezes acaba deixando em liberdade quem deveria estar preso.

A palavra de um advogado canalha, de um bandido contumaz, termina valendo mais que todo o conjunto probatório incluso em um inquérito policial.

Só no dia que o governo investir na Polícia Civil como investe na polícia administrativa (PM), as coisas vão melhorar, pois a sociedade precisa mais de investigação/condenações (responsabilidade da PC) do que ostensividade (responsabilidade da PM).

Basta ir em qualquer Delegacia de Polícia para ver que ali tem heróis, que trabalham por baixos salários, sem estrutura, viaturas, computadores, tinta de impressora, papel higiênico, etc..

Júlio Kirkoff
Delegado Aposentado


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