O Estado de Minas Gerais foi colocado em atenção pela Defesa Civil para possíveis focos de incêndio. A situação é decretada todo ano entre os meses de junho e novembro. De janeiro a agosto deste ano foram 3.754 pontos de calor, de acordo com o IEFMG (Instituto Estadual Florestal de Minas Gerais), sendo que só neste mês foram mil focos de incêndios em lotes vagos, matas e reservas florestais.
São 281 unidades de conservação e proteção monitoradas diariamente. O número de focos diminuiu este ano em relação ao ano passado, em que foram registrados 3.953 pontos no mesmo período.
De acordo com o Coordenador do Programa de Combate ao Incêndio de Minas Gerais, Bruno Henrique da Silva, o instituto atua com ajuda do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Militar, Secretaria de Meio Ambiente, mas principalmente com a ajuda de voluntários.
- Nos meses em que não estamos em alerta oferecemos treinamento para brigadistas voluntários que ficam monitorando por satélite as áreas de proteção e imediatamente já acionam ajuda quando localizados os focos de calor. Essas pessoas têm sido a principal ajuda no combate no Estado.

Ele explica que os voluntários são divididos em diferentes lugares. Além de monitorar, eles também vão diretamente ao foco de calor. O Corpo de Bombeiros é acionado somente quando há um incêndio de grandes proporções.
A baixa umidade do ar durante o inverno contribui para os incêndios. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Metereologia), Minas Gerais terá a média de 20% de umidade relativa do ar no Triângulo, Oeste, Norte e Noroeste do Estado e no Centro Sul a média será de 30% até a próxima sexta-feira (19).
O Corpo de Bombeiros tem um avião e dois helicópteros que são usados para combater o fogo em locais de difícil acesso. As aeronaves do Batalhão de Operações Aéreas são usadas para levar os brigadistas e jogam até 500 litros de água nos focos, em cada sobrevoo.
R7
Da redação do Plox
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