Na tarde de ontem, 31, mulheres timotenses reuniram-se no auditório da Prefeitura para dar sua contribuição na construção de políticas públicas para o município. A 1ª Conferência Municipal de Políticas para Mulheres, primeiro evento do gênero a acontecer na cidade, registrou o melhor exemplo de participação popular. Mais de 200 mulheres de diversas classes sociais, idades e etnias, deram o seu recado na proposição de medidas para ampliar a autonomia e a igualdade na sociedade.
Na abertura do encontro, o Prefeito Sérgio Mendes citou a importância de se desenvolver ações interligadas entre os vários setores, sugerindo às presentes que desenvolvessem propostas para a reabertura do Centro de Saúde da Mulher com ações integradas com a assistência social. ”Vamos reformar o Centro de Saúde da Mulher e vocês podem sugerir medidas para melhorar o atendimento”, cita Sérgio.
Palestra
O tema “autonomia e igualdade” foi abordado em palestra ministrada por Patrícia Dias, secretária de assistência social. Ela chamou a atenção para o fato de que “só tem autonomia quem tem opção de escolha. Não devemos desejar um nível de igualdade sexista mas, podemos ter uma igualdade na diversidade, respeitando as nossas diferenças”, explicou Patrícia. Durante a palestra, foi ouvida a gravação da Ministra da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres Ireny Lopes, que deixou uma mensagem para as conferencistas de todo o Brasil. Na sua fala a ministra ressaltou que “uma mulher com dignidade no trabalho, com salário compatível, com sua capacidade intelectual, enfrenta a violência doméstica de outra maneira”.
Deliberações
Dos 10 eixos temáticos discutidos pelas participantes, surgiram propostas de melhorias nas áreas de educação, saúde e emprego e renda, provando que as mulheres estão engajadas na luta por mais autonomia.
Das propostas de âmbito estadual destacam-se: a criação e ampliação de creches, centros de educação infantil e escolas com horário integral, objetivando facilitar o ingresso e a permanência da mulher no mercado de trabalho; implementação de Centros de Formação e Qualificação que priorizem mulheres em vulnerabilidade e em risco social, mulheres vítimas de violência e/ou com necessidades especiais. No âmbito municipal, foi proposta a implementação do Centro de Referência dos Direitos da Mulher, destinado a desenvolver a promoção integral da mulher, fundamentada na mediação, conciliação e resolução de conflitos. E, ainda, fazer gestão, em parceria com a iniciativa privada, para criação e implementação de programas e projetos que visem a inserção de mulheres jovens, adultas e idosas no mercado de trabalho, entre outras.
Da redação do Plox
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