O caso do desaparecimento de Eliza Samudio, a ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes de Souza - preso há pouco mais de um ano na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem -, voltará a ser tratado pela Justiça mineira nesta semana. Dessa vez para julgar recursos das defesas dos acusados e também da acusação.
Os advogados de Bruno e de mais três réus querem livrá-los do júri popular. Por outro lado, o Ministério Público Estadual (MPE) quer incluir no julgamento mais quatro acusados de participar no desaparecimento e morte de Eliza Samudio, conforme apontou a investigação policial. O recurso é do promotor Gustavo Fantini.

A decisão caberá ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais e está marcada para sair na próxima quarta-feira. No fim do ano passado, a juíza Marixa Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, decidiu que quatro dos nove réus no processo vão a julgamento popular, ainda sem data para acontecer.
Além do ex-goleiro do Flamengo, a juíza decidiu que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo e braço-direito de Bruno, Sérgio Rosa Sales, que é primo do goleiro, e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, ex-policial apontado como executor do homicídio, devem ir a júri popular. Além deles, um menor, também primo do jogador cumpre medida socioeducativa sob acusação de ter participado do crime.
Os outros suspeitos, entre eles a ex-mulher de Bruno, Dayanne de Souza, e Fernanda Gomes Castro, com quem o jogador estaria se relacionando na época do sumiço de Eliza, respondem ao processo em liberdade. Elenilson Vitor da Silva, caseiro do sítio de Bruno em Esmeraldas, na região metropolitana, e Wemerson Souza, o Coxinha, amigo do goleiro também estão soltos.
Na decisão de 2010, a juíza determinou que apenas o réu Flávio Caetano de Araújo, ex-motorista do jogador, fosse retirado do rol de acusados pelo crime.
O TEMPO
Da redação do Plox
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