sexta-feira, 02/09/2011

Timóteo reestrutura comitê de mortalidade materna e infantil

O município de Timóteo está reestruturando o Comitê Municipal de Mortalidade Materna, Fetal e Infantil, que tem a função de investigar os casos de óbitos neste grupo e contribuir para a formulação de medidas que contribuam para a redução da mortalidade. Na tarde dessa quinta (01), a Secretaria Municipal de Saúde promoveu, no auditório da Prefeitura, uma capacitação para orientar os enfermeiros e médicos sobre os procedimentos para a realização das investigações das mortes.

“Este treinamento é uma das medidas para a reestruturação do comitê, pois o estudo da mortalidade é essencial para o desenvolvimento das ações de prevenção e redução de óbitos”, explica a técnica do Departamento de Atenção à Saúde, Rejane Balmant Letro. O comitê terá a participação de médicos e enfermeiros do Hospital e Maternidade Vital Brazil, de universidades e de órgãos ligados à saúde da mulher e crianças, como pastorais e conselhos. A previsão é de que a composição do conselho esteja finalizada até o mês de outubro.

Durante a capacitação, a enfermeira e coordenadora do Comitê de Mortalidade de Coronel Fabriciano, Mirane Morais, destacou o papel dos comitês na formulação de políticas públicas para melhorar a assistência à saúde materna e infantil, evitando-se novos óbitos. Para a enfermeira, a qualidade do pré-natal interfere diretamente na redução da mortalidade.

Os 35 municípios da área de abrangência da Superintendência Regional de Saúde (SRS) têm os comitês instituídos, porém mais de 80% não atuam efetivamente dentro das normas da portaria. “Mesmo assim isso representa um avanço, pois há cerca de seis anos não existia nenhum comitê”, expõe a enfermeira Vitória Augusto Pires, referência técnica da área de Saúde da Mulher da SRS. Minas Gerais apresenta uma taxa de mortalidade materna em torno de 30 a 40 mulheres para cada 100 mil. “Cerca de 80% dos óbitos são de causas consideradas evitáveis, que poderiam ser evitadas com o atendimento básico de saúde. Muitas mulheres não tiveram informações nos serviços de saúde para orienta-las e nem o acompanhamento pré-natal necessário”, comenta. A técnica destaca a importância dos comitês junto aos gestores de saúde, da área de vigilância epidemiológica e das unidades de saúde, no planejamento de ações que reduzam a mortalidade materna e infantil. “O indicadores de mortalidade materno, fetal e infantil refletem a qualidade da saúde oferecida pelos municípios”, argumenta Vitória Pires.

Ela destaca as medidas a serem adotadas são relativamente simples desde que planejadas e bem organizadas, com estrutura de pessoal e equipamentos. A forma de fazer a prevenção da mortalidade materno e infantil compreende o reforço e a melhoria do atendimento na atenção primária da saúde, que é feita nas unidades básicas de saúde, principalmente através do trabalho das equipes de saúde da família.

 

Da redação do Plox


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