sexta-feira, 05/08/2011

Um quinto dos adolescentes sofre bullying em redes sociais

Pesquisadores entrevistaram 500 jovens com idade entre 11 e 19 anos
Divulgação

Mau gosto. Segundo a maioria dos jovens, quem pratica esse tipo de violência pensa estar fazendo apenas uma piada

Londres. Reino Unido. Um estudo realizado na Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, descobriu que quase 20% dos adolescentes já sofreu bullying na internet, em redes sociais ou celular, com fotos e mensagens passadas entre conhecidos. As pesquisas foram realizadas com 500 jovens com idades entre 11 e 19 anos e divulgadas no início da semana.

Segundo o estudo, a maior parte das vítimas é do sexo feminino. Das 273 garotas ouvidas, 60 afirmaram ter sido vítimas de violência psicológica, enquanto, entre 200 entrevistados, apenas 27 assumiram serem vítimas.

A situação se mostrou mais complicada quando os pesquisadores perguntaram quantos já haviam presenciado ciberbullying ou conheciam uma vítima. As respostas aumentaram para dois terços deles (66%).

Perguntados sobre os efeitos em suas vidas, um terço dos jovens afirmaram que sua confiança ficou abalada e que deixaram de ir à escola para fugir dos comentários maldosos dos colegas.
Um pouco mais da metade (52%) disse que isso havia afetado sua saúde mental e emocional. Cerca de 39% simplesmente pararam de participar de atividades extra-curriculares, como encontros fora da sala de aula.

O fato mais preocupante para os pesquisadores é que apenas 45% dos jovens afirmaram que procurariam ajuda para lidar com as consequências de bullying. Dos que pediram ajuda, a maioria procurou os pais e os amigos.

"A maioria das interações pela internet são positivas ou neutras, mas há sempre novas maneiras de se praticar bullying", disse Steven Walker, responsável pela pesquisa. Segundo ele, a maioria dos jovens deixou claro que quem pratica esse tipo de violência psicológica pensa estar fazendo apenas uma brincadeira.

Pais devem atentar para sinais
Los Angeles. O bullying é assunto do dia para muitos pais, professores e alunos. A incidência de violência psicológica nos meios digitais evidencia que a prática de brincadeiras maldosas faz parte do cotidiano infantil e de adolescentes. Por isso, é muito importante que os pais consigam detectar se seus filhos são vítimas ou até mesmo praticantes de ciberbullying, para evitar a reincidência ou auxiliar o jovem a lidar com a situação.

É aconselhável que os adultos monitorem o acesso dos filhos à internet, seja através de visitas ao histórico das páginas, seja mantendo por exemplo, o computador em um local da casa de grande circulação.

Cabe também avisar ao jovem que, caso se sinta ofendido com alguma publicação na internet, ele poderá fazer uma notificação ao prestador de serviço do conteúdo (como Orkut ou Facebook), para que o conteúdo ofensivo possa ser retirado do ar – tomando-se o cuidado de preservar provas dos insultos através do recurso de "print-screen".
O Tempo

Da redação do Plox


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