Quatro ovos de uma espécie de cobra denominada “coral verdadeira”, conhecida pela sua exuberância com anéis coloridos em preto, branco e vermelho, mas, principalmente, pela potencialidade do seu veneno, eclodiram na sede da Fundação Ezequiel Dias (Funed) nos últimos dois meses. A notícia foi confirmada nesta terça-feira pela instituição que comemorou o nascimentos dos filhotes, que raramente se reproduzem em cativeiro.
Segundo a Funed, a espécie é mesmo rara e a procriação é muito importante pelo fato de o veneno dela ser base para a produção de dois tipos de soro antipeçonhentos. As crias são de uma cobra que chegou à Fundação no mês de maio, com cinco ovos fecundados, vindos da região de Nova Lima, sendo que quatro deles eclodiram.

Ainda sob cuidados especiais, os filhotes permanecem sob observação, em um local com umidade controlada. “Caso haja variação na temperatura da câmara em que estão armazenados, os filhotes correm o risco de morrer. O controle da temperatura é essencial para a saúde e sobrevivência da cobra coral verdadeira”, explica a bióloga do Serviço de Animais Peçonhentos, Thais Saraiva.
O veneno extraído dessa espécie de cobra é utilizado na produção dos soros antielapídico – antídoto para a picada da própria espécie –, e o antibrotópico, soro feito a partir da mistura do veneno da coral com o da jararaca, utilizado no tratamento de acidentes ocasionados por serpentes.
Em Minas Gerais, as regiões de Itabira, Itabirito, Brumadinho e Nova Lima são as localidades em que é mais comum encontrar cobras do gênero coral verdadeira.
O Tempo
Da redação do Plox
Comentar