Demanda leva profissionais a investir em books de animais de estimação
Cansada de colecionar fotos sem originalidade de Kinho, um cãozinho da raça pug, a "cachorreira" Mônica Zeninoni resolveu buscar os serviços de uma fotógrafa profissional para dar uma produção mais charmosa aos cliques do pet.
Como Kinho, o estúdio de Fabiana Fernandez tem recebido cada vez mais animais de estimação. Tanto que a fotógrafa resolveu apostar não só em books de bichos, mas em pastas, bolsas, carteiras, calendários, relógios e outros acessórios estampados por animais fofos.
- Comecei meio sem querer, de tanto minhas amigas me pedirem para clicar seus pets. Hoje, alguns dos meus clientes me procuram por quererem acompanhar a evolução do bicho pelas fotos, assim como é natural fazer com crianças. Acontece também a situação oposta, quando os animais estão próximos da morte.

Fazer um book do animal de estimação, mesmo com a média de preço de R$ 380 (com direito a impressões de 35 cliques, nas medidas 15x21), anda na moda no Brasil. O preço é praticamente o mesmo do de books infantis.
- Os proprietários acabam investindo por conta do carinho que têm pelo companheiro.
Vale lançar mão de figurinos de personagens de contos de fadas, por exemplo, e de cenários para dar uma pitada de humor à produção. Já os brinquedos são fundamentais para garantir a diversão do "modelo" durante a sessão. Não importa a raça, o tamanho nem o temperamento. Fabiana afirma que, com amor e paciência, é possível acalmar qualquer animal.
Mais cuidadosa, Ana Ishiki, também fotógrafa especializada em pets, conta que já teve problemas com retratados agressivos, por isso, recomenda a quem for fazer os cliques algumas dicas, como escolher um horário em que o pet esteja mais calmo e manter as rédeas da situação.
- Quem acalma o animal é o cliente, geralmente, eles entram no estúdio muito assustados. Se eu interferir, poderei piorar a situação. Por isso, também recomendo que o dono leve alguma coisa que agrade ao paladar do bicho.
No final, o que fica é a alegria. Além de uma coleção de boas histórias, como a de um cacatua que só aceitava ficar quieto na cabeça de um poodle, seu amiguinho.
Colaborou Cecília Leite, estagiária do R7
Da redação do Plox
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