O Santo Padre presidiu a oração mariana do Angelus deste domingo na Praça São Pedro, onde o aguardavam vários fiéis e peregrinos provenientes de várias partes do mundo.
Na alocução que precedeu a oração, o papa lembrou que a Quaresma é tempo de renovação espiritual que nos prepara para celebrar a Páscoa do Senhor. 'Mas o que significa entrar no caminho quaresmal?' – perguntou o papa. Encontramos a resposta no Evangelho deste domingo que nos diz que Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo no deserto e lá foi tentado durante quarenta dias pelo diabo.
O Santo Padre ressaltou que as tentações são conseqüências da escolha de Jesus de seguir a missão que o Pai lhe confiou, de viver profundamente a sua realidade de Filho amado, que confia totalmente no Pai.
'Cristo veio ao mundo para nos libertar do pecado e do fascínio ambíguo de projetar a nossa vida sem Deus. Ele o fez lutando em primeira pessoa contra o Maligno, até a Cruz. Este exemplo vale também para nós: podemos melhorar o mundo começando por nós mesmos, mudando com a graça de Deus, aquilo que está errado em nossa vida' – sublinhou Bento XVI.
Jesus obedeceu fielmente ao Pai e isto é um ensinamento fundamental para nós. Se a Palavra de Deus entrar em nossa mente, em nosso coração e em nossa vida recusaremos toda forma de engano ou sedução do Maligno.
'A Quaresma é como um longo retiro, durante o qual voltar para si mesmo e ouvir a voz de Deus a fim de vencer a tentação do Maligno. Um tempo de exercício espiritual que deve ser vivido junto com Jesus, não com orgulho e presunção, mas usando as armas da fé, ou seja, a oração, a escuta da Palavra de Deus e a penitência. Deste modo poderemos celebrar a Páscoa na verdade, prontos para renovar as promessas de nosso Batismo' – frisou o papa.
O Santo Padre pediu à Virgem Maria para que nos ajude, guiados pelo Espírito Santo, a viver com alegria este tempo de graça, e que ela interceda por ele e seus colaboradores da Cúria Romana que hoje à tarde iniciarão o retiro espiritual. A seguir o papa concedeu a todos a sua bênção apostólica.
Após a oração mariana, o Santo Padre saudou em várias línguas os diversos grupos de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro e recordou que jejuar significa renunciar e se tornar livres para o bem. Trata-se de acolher e aceitar aquilo que é realmente essencial para a nossa vida e viver segundo este propósito. Esta nova vida nós a vemos em Jesus Cristo, pois ele compreende a nossa fraqueza humana, porque foi também conduzido em tentação como nós.
O Santo Padre pediu aos fiéis para que rezem neste período de preparação para a Páscoa do Senhor em favor da graça de uma verdadeira renovação a fim de que possamos viver segundo a sua vontade e em seu amor.
Enfim, o papa saudou as Filhas de São Camilo que celebração em breve o centenário de morte da fundadora, beata Giuseppina Vannini.
Fonte: Rádio Vaticano
QUARESMA O QUE DIZ A
QUARESMA
O QUE DIZ A BÍBLIA
“E Jesus, clamando outra vez, com grande voz, rendeu o seu espírito” - Mateus 27:50
Conforme o CATOLICISMO ensina, a palavra QUARESMA vem do latim quadragésima, e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo, a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. A cor litúrgica deste tempo é o ROXO, que significa luto e penitência, e a QUARESMEIRA a árvore símbolo das comemorações, fato que não encontra respaldo nenhum nas Escrituras para validar tal afirmativa. Esta prática data do século IV, portanto não faz parte dos ensinos Bíblicos, tão pouco está inserida na história da igreja primitiva, nem das práticas apostólicas. São as TRADIÇÕES de homens e as suas crendices!
A irracionalidade da quaresma, reside no fato de ela acontecer depois de o povo se ESBALDAR na maior festa da carne onde, a imoralidade é determinante. O CARNAVAL é o pano de fundo para as celebrações da quaresma - festa onde Deus é literalmente esquecido e o Diabo é exaltado com todo fervor - e nisto há uma contradição absurda, pois permite-se aos fiéis praticarem todo o tipo de atos imorais, de viverem na sua extensão, todos os prazeres da carne, de extravasarem e de cometerem abusos no consumo de bebidas alcoólicas. Isto sem falar no consumo de drogas, que além de trazer prejuízos irreparáveis ao consumidor, alimenta um comércio satânico, onde a morte é vista como coisa normal. No carnaval, só lembrando, pano de fundo da QUARESMA, a imoralidade é o prato preferido dos foliões. O corpo, que é templo do Espírito Santo, é maltratado, violentado e desrespeitado, tudo em nome da permissividade religiosa, para que as pessoas possam participar de uma festa popular, que na sua essência é regada de pecados nas suas mais variadas formas. É a carne se esbaldando com a permissão explicita da religião oficial no Brasil.
A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação, a oração, a penitência e a caridade. Os sacrifícios podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado. Que sacrifício! Ora, será que a vida cristã se resume a quarenta dias no ano? Será que nos demais não há a necessidade de viver uma vida plena, na presença de Deus, abandonando o pecado? Parece-me equivocada uma prática religiosa, onde a permissividade pecaminosa é aceita - afinal, carnaval é a festa da carne - onde já se tem no calendário data certa para que os fiéis possam se purificar de seus pecados. Esta relação perigosa entre fé e infidelidade para com Deus não encontra respaldo na Bíblia, que alias condena a satisfação dos desejos e dos prazeres da carne.
Outra curiosidade está no sábado à noite, o SÁBADO DE ALELUIA, onde é celebrada a Vigília Pascal, também conhecida como a Missa do Fogo. Nela, o Círio Pascal é acesso, resultando nas cinzas. O significado das cinzas é que do pó viemos e para o pó voltaremos, é o sinal de conversão e de que nada somos sem Deus. Um símbolo da renovação de um ciclo. O interessante é que as cinzas passam, pois na primeira lavada de rosto lá se vão pelo ralo e já na semana seguinte sequer são lembradas. O ritualismo não consta nas práticas apostólicas, pelo contrário elas condenam com veemência qualquer tipo de técnica que possa levar o homem a uma dependência que não seja exclusiva de Deus.
Os sepulcros caiados são edificados numa RELIGIOSIDADE DE FORMAS, mas que não possuem qualquer conteúdo espiritual. Rituais foram criados pelo homem para que a beleza externa destas sepulturas não fossem ofuscadas, por dentro pouco importa o que esta depositado ali, a podridão pode ser combatida por sacrifícios, penitências, orações e da prática de caridade.
“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o coração”, diz o Senhor, o que nos isenta de sacrifício, pois é do coração que depende a nossa FÉ e a nossa INTIMIDADE com Deus. É dele, segundo a Bíblia que procedem as fontes da vida, portanto somos livres para buscar a Deus sem qualquer interferência externa ou práticas que impliquem em sacrifício. Aliás, Deus requer de nós MISERICÓRDIA, só isto e nada mais.
“Não vos assusteis, buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado. Ela já ressuscitou, não está aqui...” - Mateus 16:6
“O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica”
Carlos Roberto Martins de Souza
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