O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou nesta sexta-feira que emitiu alerta nacional às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde para que redobrem o trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti, a fim de tentar evitar a circulação do sorotipo 4 do vírus da dengue, identificado em três pessoas em Roraima. Os pacientes se curaram.

Como o sorotipo não é registrado no País há quase 30 anos, a maioria da população brasileira não é imune a ele e há risco de epidemias nos próximos anos causadas pelo DEN-4. Outro risco é o de aumento de casos graves, pois sucessivas infecções pelo vírus da dengue trazem possibilidade de formas mais perigosas da doença, como a febre hemorrágica. Temporão afirmou que o ministério está preparado para "enfrentar uma hipotética ampliação da circulação do vírus 4 no próximo verão".
Controle
Diante da confirmação de três casos de vírus da dengue tipo 4 no país, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que discutirá com um grupo interministerial medidas adicionais para "qualificar o controle".
Segundo Temporão, alguns estados tiveram alta prevalência de casos de dengue neste ano e podem voltar a preocupar no próximo verão, quando sobem os registros da doença. São eles: Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, além de municípios paulistas.
Em relação ao Rio de Janeiro, que passou por uma epidemia em 2008, o ministro disse que decisões específicas foram tomadas. "O Rio também preocupa. Minha equipe esteve sentada com a prefeitura e o governo do estado, já estamos organizando uma série de medidas."
De acordo com Temporão, só a pasta investe R$ 1 bilhão no combate à dengue, em educação de profissionais e no atendimento aos pacientes infectados. "O trabalho não para. O país está preparado para enfrentar uma hipotética circulação do vírus 4 no próximo verão", reforçou.
Perguntado sobre a atuação da vigilância epidemiológica nas fronteiras, pois há suspeita de que o vírus do tipo 4 identificado em Roraima tenha vindo da Venezuela, o ministro informou que já é feito um trabalho de controle, inclusive, "de visita casa a casa" no estado.
Da Agência Brasil
Comentar