segunda-feira, 13/10/2008

O que é comer compulsivo?

Os episódios compulsivos não são simplesmente comer muito, em pequenos espaços de tempo. “Há algumas características desses pacientes que traduzem a gravidade do problema. Entre elas, a freqüência dos episódios, no mínimo 2 vezes por semana; a impossibilidade de se conter com a sensação de perda do controle sobre a alimentação; a ingestão de alimentos pouco palatáveis ou saborosos, por exemplo, quando o paciente come tudo o que ele encontra na geladeira ou na despensa. Come várias frutas, iogurtes, bolachas, sobras de comida do dia anterior mesmo estando geladas, sucos em caixinha, leite, chocolate e vai comendo... Gostando ou não do que ele encontra.

Muitos pacientes comem até a exaustão e a dor física. Tudo isto de uma única vez, apenas engolindo os alimentos, sem mastigar, sem ao menos ter vontade”, explica a endocrinologista. Ele só vai parar quando se sentir desconfortavelmente empanturrado. Um indicador forte para a presença da Síndrome do Comer Compulsivo é a obesidade. Entre os obesos, 20% sofrem desse transtorno. Entre os portadores de obesidade grave o número chega a 50%.

Mas há outros fortes indícios. “A depressão também acompanha os pacientes que apresentam a Síndrome do Comer Compulsivo. De cada cinco comedores compulsivos, um sofre de depressão. Esse índice é treze vezes maior do que entre os obesos não compulsivos. À medida em que procuramos entender a relação entre a obesidade e uma série de transtornos psiquiátricos, podemos constatar que um número muito grande de obesos preenche os critérios diagnósticos de algum dos transtornos alimentares”, afirma a médica. E dentre estes, a Síndrome do Comer Compulsivo talvez seja o mais freqüente transtorno apresentado, podendo ser esporádico ou periódico.

Dentre os transtornos alimentares, às vezes é difícil um diagnóstico preciso, pois muitos pacientes possuem características mistas de mais de um transtorno. “Além disso, nem todos os pacientes declaram abertamente seus problemas, omitindo por constrangimento a ocorrência de episódios compensatórios ou vômitos. Somente após se sentirem seguros e acolhidos é que esses pacientes conseguirão se abrir, podendo assim participar ativamente de seu tratamento”, alerta a endocrinologista Ellen Paiva.

 

Universo da Mulher



Entre em contato
© 2008-2012 plox.com.br Todos os direitos reservados. Primeiro portal de notícias e entretenimento do Vale do Aço