terça-feira, 14/10/2008

Técnicas fisioterapêuticas e prevenção

Mesmo para aqueles que não apresentam quadro de doença respiratória, um trabalho de orientação deve ser feito. Os fisioterapeutas ensinam a respirar utilizando o diafragma, que é o principal músculo da respiração; e utilizam vários exercícios respiratórios que contribuem para a reexpansão dos pulmões, que frequentemente podem estar acometidos por complicações do pós-operatório. Mostram como tossir corretamente, aplicando exercícios e recursos terapêuticos alternativos para expectoração de secreção. Ainda dão dicas de exercícios físicos para a correta respiração em conjunto com o fortalecimento muscular, exercícios circulatórios, e também orientam a retirada precoce do leito para prevenir a trombose venosa e tromboembolismo pulmonar (alterações na circulação periférica).

Orientação para o pós-operatório

São de observação cotidiana as diversas deficiências respiratórias manifestadas no período de pós-operatório imediato. A dor, a presença de drenos torácicos, certa depressão neurológica, dificuldades de movimentação, maior produção de secreções em vias aéreas, entre outros, determinam dificuldades restritivas e/ou obstrutivas, muitas vezes de grau expressivo. A consciente colaboração do paciente é fundamental para minimizar esses transtornos. Habitualmente, a orientação sobre tal participação ativa do paciente inicia-se imediatamente após a recuperação anestésica.

“Nesse particular, temos observado que a aplicação de adequado treinamento dos métodos fisioterapêuticos no pré-operatório aumenta significativamente a eficiência imediata. Além disso, é básico que o fisioterapeuta, como membro de uma equipe multiprofissional, contribua com esclarecimentos para a familiarização do paciente com o ambiente que irá encontrar ao sair da fase de anestesia e durante a sua permanência na unidade de recuperação ou unidade de terapia intensiva, incluindo equipamentos e procedimentos.”

A fisioterapia respiratória é um tratamento auxiliar que traz benefícios ao paciente independentemente do quadro clínico que apresenta. No entanto, é possível observar que, se for aplicado como um recurso de preparação, antes do procedimento cirúrgico, torna o período pós-operatório particularmente eficaz. O custo-efetividade de um programa de fisioterapia pré-operatório, com no mínimo duas sessões, poderá não só reduzir o tempo de internação, como diminuir os gastos hospitalares.
 

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