sexta-feira, 02/01/2009

Verão: o que comer e o que evitar na praia

O calor é um grande inimigo dos alimentos no Verão. A alta temperatura faz com que estraguem com mais facilidade e é importante saber onde, como e quando foram preparados e se estão sendo conservados de forma adequada. "Alimentos como camarão, salsichão, churrasquinho, carne de sol, pastel de forno e empadinhas, em geral ficam expostos ao sol e não devem ser consumidos, principalmente por não cumprirem as regras da vigilância sanitária", explica o endocrinologista Mário D´Amico. A nutricionista Patrícia Bertoni, da Rio Gastroclínica, lembra que é preciso optar por picolés de frutas embalados ao invés dos sorvetes _ "São menos calóricos e livres de gorduras trans".

E como na praia, na maioria das vezes, estas informações não estão disponíveis, é preciso ficar atento para que o lazer não provoque indesejáveis intoxicações alimentares que podem levar a consequencias graves à saúde. "Os sintomas são diarréia, dor abdominal e febre", alerta D´Amico. Outro problema é a falta de regularidade na ingestão de alimentos na praia e a longa exposição ao calor, que podem levar a desidratação e a hipoglicemia.

Segundo a nutricionista Patrícia Bertoni, da Rio Gastroclínica, na praia é importante dar prioridade a ingestão de alimentos saudáveis e ao consumo de líquidos, sempre de forma atenta aos cuidados básicos de higiene _"A alimentação deve ser fracionada em cerca de três em três horas e alimentos fontes de carboidratos (como por exemplo, frutas in natura) devem ser consumidos com regularidade, explica Patrícia. Segundo ela, é preciso evitar alimentos mais sujeitos a contaminação. "Todo alimento consumido deve estar dentro do plano alimentar prescrito", alerta.

Quando as bebidas, a nutricionista recomenda que optem por água mineral, água de coco na própria fruta, mates e guaranás naturais industrializados. "Bebidas vendidas em galões, de procedência desconhecida não devem ser ingeridos", diz. Os refrigerantes também são contra indicados _ "Eles não proporcionam hidratação, são ricos em açúcar e sal. E ainda participa da retenção destas substâncias pelo organismo", explica.

Água - O consumo de água deve ser constante no Verão. O liquido evita a desidratação e ajuda a normalizar quadros em que há alteração dos níveis normais da pressão arterial. "Não é necessário sentir sede para se hidratar. Este é apenas um alerta de que o organismo está no limite e precisa ser reabastecido", ensina Patrícia Bertoni. A recomendação para adultos é de 35ml/ kg de peso corporal ao dia.

Os líquidos devem ser consumidos em temperatura menor do que a ambiente (entre 15 e 22 graus Celcius). A capacidade de hidratação no uso da água mineral ou natural é semelhante. Já a água de coco é boa como repositor hidroeletrolítico, mas requer cuidados quanto a oferta devido a fermentação em temperatura inadequada.

Patrícia diz que as frutas são ótimas fontes de água e contribuem para a hidratação mas não devem ser as únicas opções com esta finalidade. Abacaxi, melancia, melão, laranja, limão, carambola, mamão e caju são excelentes fontes de água. No melão, 93% são água.

Milho verde: SIM!

Rica em carotenóides, que no organismo se transforma em vitamina A, importante para o sistema imunológico, e em fibras. Mas, colocar margarina JAMAIS, já que esta é rica em gordura Trans. Dica: O milho precisa estar totalmente imerso na água, que deve estar em ebulição para evitar riscos de contaminação.

Açaí: CUIDADO!
Tem concentração de antocianinas e vitamina C que são antioxidantes, ferro e gorduras do tipo Omega 6 e 9. Rico em gorduras, é altamente calórico e se associado a misturas com banana, granola e xarope, se torna ainda mais calórico. Portanto, quem quer emagrecer deve evitar essas misturas. Prefira degusta-lo em casa, batendo a polpa com iogurte light.

Na praia, é preciso ter cuidado também com suco artesanal de açaí, pois esta frutinha deve ser muito bem higienizada e armazenada em local limpo. Quanto a polpa, observe durante o preparo se foi feita a higienização correta do saquinho antes de abrir, o que elimina riscos de contaminação.

Sanduíche natural - NÃO!
Evite. O sanduíche deve estar muito bem embalado e armazenado em caixa de isopor com gelo para manter a temperatura, principalmente porque contém maionese e produtos industrializados como patês, que se deterioram rapidamente no calor. A maionese caseira é ainda pior, pois é mais manipulada e tem mais riscos de contaminação.

Água de coco - SIM!
Grande poder de hidratação, importante para quem está na praia. Rica em minerais e não calórica. Mas opte por ingerir na própria fruta. Atente também para os cuidados devido a fermentação em temperatura inadequada.

Acarajé - NÃO
Não dá pra saber as condições de preparo em relação a higiene e a temperatura adequada. As chances de proliferação de bactérias são grandes. Se o óleo em que foi feito está escuro, o acarajé está cheio de toxinas prejudiciais a saúde. Outro alerta é em relação à qualidade do azeite de dendê usado. O azeite queimado pode até causar um tipo de câncer, resultado da queima excessiva de gorduras no organismo. Muita fumaça na fritura, azeite ou acarajé muito escuros, gosto levemente amargo e a formação de espuma são sinais de azeite queimado.

Espeto de camarão - NÃO!
Alimento altamente calórico e com muito colesterol, além de ter alto risco de contaminação.

Pastel - NÃO!
Além de altamente gorduroso, se for feito em óleo reaproveitado está repleto de toxinas. Se não for armazenado em local com temperatura adequada e não houver uma adequada higienização no preparo há risco de contaminação pela bactéria salmonella. Alimentos contaminados pela bactéria apresentam aparência e cheiro normal e a maioria deles é de origem animal.

Picolé de frutas - SIM!

Os Cremosos NÃO estão liberados, pois além de serem calóricos tem gordura trans. É preciso ter cuidado com a procedência do picolé e evitar marcas desconhecidas pois não é possível conhecer as condições de higiene no preparo.

Queijo coalho - CUIDADO!
Fonte de proteína e cálcio, seu consumo está liberado desde que esteja em embalagem individual antes de ser aquecido e protegido do calor do sol. O ideal é que esteja acondicionado em caixas de isopor ou vasilhames térmicos.

Empada - NÃO!
Muito calórica e recheada de gordura Trans. Existe ainda o risco de contaminação devido ao preparo e temperatura em que está armazenada, principalmente a tradicional empadinha de camarão. O vendedor também precisa usar luvas para manusear o alimento.

Biscoito de polvilho - CUIDADO!
É preciso se certificar que está bem embalado. Especialistas alertam que o biscoito de polvilho também contém gordura Trans.

 

Universo da Mulher

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