Em entrevista realizada na tarde desta quarta-feira representantes da Secretaria de Saúde de Coronel Fabriciano esclareceram o motivo da falta de alguns medicamentos da rede básica e o atraso no atendimento da Farmácia Popular do Brasil.
Diante de várias reclamações registradas nas últimas semanas, a Secretaria de Saúde alega que a implantação do novo sistema de distribuição de medicamentos da Farmácia Popular tem causado transtornos, devido à exigência de dados e informações dos usuários. O objetivo é evitar o desvio de produtos destinados ao tratamento de pessoas carentes.
O novo sistema informatizado da Farmácia Popular visa trazer mais segurança na distribuição de medicamentos. Entre as medidas está o rastreamento eletrônico das transações, dificultando tentativas de fraude e violações à privacidade do usuário nos serviços oferecidos pela internet.
Tudo será feito por meio do cadastramento dos computadores, funcionários que operam o sistema e usuários do benefício. Com essa ação, será possível a identificação dos equipamentos e dos atendentes em caso de violação.
De acordo com a farmacêutica responsável pela unidade da farmácia popular em Coronel Fabriciano, Maria Neusa Vargas Lessa, o novo sistema exige uma conexão com a internet.
Assim como o atendimento nos postos bancários, se o sistema estiver fora do ar não é possível concluir o atendimento do cidadão. “É feito um cadastro com o número do CPF, identidade e a receita médica. Todos esses dados são usados para comprovar se o paciente não está recebendo o medicamento indevidamente”, explicou.
A retirada do medicamento só pode ser feita pelo próprio paciente com a apresentação dos documentos. No caso de usuários com mais de 60 anos ou debilitados a entrega para terceiros é autorizada com apresentação de uma procuração.
Na opinião da farmacêutica, além de diminuir o risco de fraude o novo sistema também traz um beneficio para saúde. “Com esse filtro evitamos a automedicação, onde muitas pessoas arriscam suas vidas pelo impulso de tomar remédio”, opinou.
Funed
Outra dificuldade foi o atraso na entrega de medicamentos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) ocasionando na falta de algumas composições. O secretário de Saúde, Rubens Castro, disse que a política nacional de medicamentos é feita com a colaboração de recursos dos governos federal, estadual e municipal.
Após o repasse da verba os medicamentos são entregues pela fundação. Desta forma o município fica impossibilitado de fazer uma compra direta. “Tivemos a informação que a logística de envio dos medicamentos da Funed foi terceirizada pelos Correios e por isso nós vamos solicitar explicações quanto aos critérios e prazos de entrega”, afirmou.
Da redação do Plox
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