terça-feira, 23/08/2011

Alerta de baixa umidade: cuide-se!

No inverno, o morador brasiliense já sabe: é a época da seca que vem aí. Mas é no mês de agosto que as baixas taxas de umidade chegam a níveis críticos no Distrito Federal, alcançando o ápice da secura. Há quatro anos o jornalista Diego de Carvalho trocou o litoral pela Capital Federal. E a diferença climática sentida foi grande. “Minha família e eu morávamos ao lado da praia, no Rio de Janeiro. Desde que cheguei em Brasília, todo ano ao começar a época da seca, sinto dores de cabeça, náuseas, e meu nariz sangra. Quando vem do Rio pra cá, minha mãe também fica tonta e passa mal”, relata. As providências tomadas por Diego para evitar os danos da baixa umidade são as mesmas “táticas do pessoal de Brasília”, segundo ele. “Na falta de um umidificador de ar – equipamento ideal – coloco uma bacia com água em todos os cantos da casa. Ou, então, molho uma toalha e deixo exposta no quarto”, explicou.

A pele, por ser o maior órgão humano e, assim, o mais exposto às adversidades climáticas, sofre muito com a seca. O dermatologista Erasmo Tokarski explica que com a chegada do inverno e das baixas temperaturas, a procura por banhos quentes aumenta. E com ela o ressecamento da pele. “A junção da água quente com os componentes químicos do sabonete retira a ‘camadinha’ de gordura da pele. Com isso, a perda de água pela evaporação é maior”. Para se prevenir dos males da desidratação, ele ensina: “A melhor dica para a época da seca é ingerir o primeiro e melhor hidratante que existe: a água”. Segundo o especialista, ao comprar cremes de hidratação, as pessoas devem também procurar por produtos com fórmulas que contenham glicerina e/ou vaselina, substâncias que evitam a rápida evaporação do hidratante.

O otorrinolaringologista Gustavo Miziara mostra que, como consequência às baixas taxas de umidade e maior exposição à poeira e ácaros, há aumento da incidência de rinite alérgica na população de Brasília durante a estiagem. Os sintomas mais comuns registrados pelos seus pacientes são crise de espirro, prurido (coceira), secreção e obstrução nasal, tosse seca e rouquidão. Miziara recomenda que, nas noites de frio, as pessoas evitem o uso de cobertores peludos, substituindo-os por edredons. Trocar o colchão das camas a cada cinco anos e os travesseiros anualmente, além de utilizar capas anti-alérgicas, são medidas também aconselhadas. “A seca virá e não vai ter como evitar. O paciente é que terá que tomar as devidas providências”, finaliza.

Alérgico confesso, o estudante da Universidade de Brasília (UnB), Oscar Oliveira, disse sofrer muito com a seca brasiliense. “Por conta da variação climática tão presente na nossa cidade, tenho sinusite todos os anos. Quando chega a seca, já começo a estocar antialérgicos na minha casa”, descreve. Para ele, que anda muito a pé pela cidade, na época das baixas taxas de umidade ser prevenido é o que vale. “Tento me cuidar da diferença de temperatura, entre o sol forte do dia e o frio seco da noite, carregando na mochila óculos escuros, guarda-sol e casaco”.

Os olhos também sofrem

Por muitas vezes, as pessoas também se esquecem de outra parte do corpo que precisa de maior atenção nas épocas de seca: os olhos. O médico oftalmologista Jonathan Lake conta que alguns pacientes, independentemente do clima da região onde vivem, já sofrem por ressecamento ocular. “Com a presença de níveis baixos de umidade – como em Brasília, em que as taxas de umidade relativa chegam a até 9% – a secura nos olhos é potencializada. Principalmente se o lugar onde o paciente trabalha ou estuda possui ar condicionado”. Lake informa que, com a chegada da seca, os principais sintomas observados pelos pacientes são ardor e irritação ocular, seguidos por vermelhidão dos olhos ou hiperemia. Nesses casos, a melhor atitude paliativa a ser tomada é lavar bem os olhos com água filtrada, e se consultar o mais rápido possível com um especialista, antes que os sintomas venham a prejudicar a visão.

O oftalmologista alerta que é senso comum falar em reposição da lubrificação dos olhos com lágrimas artificiais, principalmente na época da seca. Segundo ele, é importante saber que a lágrima humana não é só composta por água, mas também por vários tipos de proteínas, que formam um composto com pH específico (caracterização de uma solução líquida como ácida, neutra ou básica). Portanto, é indispensável ir ao médico para a indicação do melhor produto a ser comprado. “Cada tipo de olho seco possui um tipo de tratamento”, conclui.

 Saúde Plena

Da redação do Plox

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Tags HTML permitidas: <a> <em> <strong> <cite> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd>
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.

Mais informações sobre as opções de formatação



Entre em contato
© 2008-2012 plox.com.br Todos os direitos reservados. Primeiro portal de notícias e entretenimento do Vale do Aço