quinta-feira, 09/06/2011

Apenas a metade dos homens renova a prescrição de Viagra

Apesar de representar uma esperança para os homens com problemas de ereção, o mercado dos medicamentos para a disfunção erétil, como o Viagra, está estagnando. No ano passado, o número total de receitas desse tipo de remédio caiu 5% nos Estados Unidos - maiores consumidores mundiais -, após ter crescido apenas 1% por ano no quadriênio anterior. Já as prescrições de Viagra diminuíram 7%, enquanto as de Levitra despencaram 18%.

A queda parece mais significativa, pois, como a população está envelhecendo, certamente existem mais homens que potencialmente precisam do medicamento. Pode haver vários motivos para a diminuição: eficácia (não funciona para todos) ou necessidade de pagar por outros gastos com saúde, para citar apenas duas razões.

Mas outro número talvez seja mais revelador: os médicos observam que entre 40% e 50% dos homens que recebem uma receita inicial não voltam para receber uma nova prescrição. Talvez a mentalidade seja que, como sugere Jed Kaminetsky, urologista da Universidade de Nova York, "ter essa pílula azul é como quando eles eram garotos, mas andavam por todo lado com uma camisinha na carteira: talvez eles não fossem fazer sexo, mas estavam preparados".

Esperanças. Mais do que qualquer pílula já disponibilizada, o Viagra atendeu aos anseios da cultura ocidental: juventude eterna, perícia sexual, sem contar a ajudinha para quem já consegue sozinho.

Desde o primeiro anúncio da existência do medicamento, as fantasias se multiplicaram; com o aparecimento da pílula azul, casamentos em ruínas seriam restaurados. Ou uma geração de homem recém-virilizados ficaria "sedenta", saindo com parceiras mais novas, talvez até tendo uma chance de concertar quaisquer erros que tenham cometido quando foram pais anos antes. No mínimo, todo mundo faria bom sexo mesmo com a idade mais avançada.

Mas a história não foi bem essa. O Viagra chegou aos mercados como um raio e o próprio Kaminetsky conta que, no início, eram tantos pacientes solicitando receitas do remédio que ele teve que começar a oferecer consultas nos fins de semana para atender à demanda. Mas 30 anos após esse surto, as coisas não têm funcionado bem assim.

Expectativa frustrada. Abraham Morgentaler, diretor do Men’s Health Boston e autor do livro "The Viagra Myth" (O Mito do Viagra) disse que ficou impressionado com as expectativas que pessoas depositaram inicialmente em uma única pilulazinha. Ela se tornou, subconscientemente, uma panaceia para tudo o que faltava na vida deles. "Os homens olham para esses tipos de pílula como um salvador para outros aspectos das vidas deles que não estão indo bem", disse o diretor.

Mas o aumento de fluxo sanguíneo tem efeito limitado. Morgentaler citou dois pacientes: um que parou de usar Viagra pouco depois de começar e um que nunca usou sua receita. O primeiro homem disse que, assim que conseguiu funcionar novamente, ele percebeu que os problemas no seu casamento iam bem além do sexo. Logo após começar a tomar a pílula, ele e sua mulher se separaram. O segundo, um homem com 70 e poucos anos, disse que ele e sua mulher perceberam que a conexão emocional continuava presente, então, eles decidiram não usar o medicamento.

Reflexo social. Também não aconteceu um surto de nascimento de bebês como consequência do Viagra. No ano 2000, o demógrafo Ken Gronbach anunciou que certamente chegaria uma "Geração Viagra", um grande número de crianças que nunca teria nascido se não fosse pela existência do medicamento.

Mas as estatísticas populacionais sugerem que as previsões dele não se cumpriram. Os índices de paternidade entre homens mais velhos, sempre minúsculos, não aumentaram desde a entrada do Viagra no mercado. Segundo o Centro Nacional de Estatísticas da Saúde, dos EUA, o número mais recente, 0,4 nascimentos para cada mil homens acima de 55 anos, é exatamente o mesmo do início da década de 1980.

Galã. O ator Michael Douglas, 66, que é casado com Catherine Zeta-Jones, revelou que usa Viagra

Ator famoso recorre à pílula azul

NOVA YORK. O ator Michael Douglas sempre foi considerado um "playboy" de Hollywood. Mas em entrevista a uma revista para pessoas com mais de 55 anos, ele admitiu indiretamente que recorre ao Viagra, que o ajudou a manter seu desempenho sexual com a mulher Catherine Zeta-Jones, 25 anos mais nova que ele, e a gerar dois filhos. Durante reflexões sobre sua vida com Catherine, ele disse: "Graças a Deus por ela gostar de caras mais velhos. E por algumas melhorias que aconteceram nos últimos anos - Viagra, Cialis - que podem nos fazer sentir mais jovens".

A matéria chamou a atenção da "People", dos tabloides de Londres, de "The Huffington Post", e da blogosfera. Manchetes sensacionalistas estamparam: "Michael Douglas Toma Viagra", "Michael Douglas Admite: Tenho que Tomar Viagra" e "Michael Douglas: ‘Graças a Deus pelo Viagra’".

O TEMPO

 

Da redação do Plox

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Tags HTML permitidas: <a> <em> <strong> <cite> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd>
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.

Mais informações sobre as opções de formatação



Entre em contato
© 2008-2012 plox.com.br Todos os direitos reservados. Primeiro portal de notícias e entretenimento do Vale do Aço