sexta-feira, 15/07/2011

Combate à malária conta com ajuda de "chulé" artificial

Ao que um novo e inusitado estudo indica, o mosquito da malária está com seus dias contados. É que um jovem pesquisador da Tanzânia desenvolveu uma armadilha de "chulé" artificial, que atrai quatro vezes mais o mosquito causador da malária do que outros meios de combate tradicionais. A pesquisa foi reconhecida e premiada ontem por duas organizações da América do Norte.

Liderado por Fredros Okumu, chefe de pesquisa do Instituto de Saúde de Ifakara, na Tanzânia, o estudo desenvolveu um odor artificial, que imita o cheiro do chulé presente em meias e que é colocado dentro de uma armadilha. O odor atraí mosquitos em um raio de 110 m de distância. Por conter substâncias venenosas em sua composição, o cheiro acaba matando os insetos.

A equipe de Okumu foi agraciada ontem pela Fundação Bill e Melinda Gates, dos Estados Unidos, e pela Grand Challenge Canada, que lhe concederam um prêmio de US$ 775 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) para que dê continuidade às investigações.

O experimento tailandês foi baseado nos resultados da pesquisa do holandês Bart Knols, que há mais de uma década concluiu que o odor dos pés é um atrativo para as moscas. A inovação promovida por Okumu, no entanto, é o cheiro artificial, mais eficiente, e o uso da armadilha com o inseticida. O pesquisador revelou o que a comunidade científica há muito já sabia:um pé, vestido com uma meia, atrai mosquitos da malária não por causa do material da meia, mas porque o cheiro forte adere ao tecido.

A pesquisa pretende amenizar um problema crônico de regiões tropicais do mundo: o alto índice de mortes por malária.

Financiamentos garantem proteção da população pobre
Ao receber o prêmio, o pesquisador tailandês, Fredros Okumu, que ficou dois anos realizando o experimento, fez um apelo às entidades mundiais para que os investimentos no combate à malária não sejam interrompidos.

Segundo ele, se o financiamento continuar no atual patamar pelos próximos dez anos, é possível que o mundo fique mais próximo da erradicação da malária.

A cada ano, 220 milhões de pessoas contraem a doença transmitida por mosquitos, e cerca de 781 mil pessoas morrem, segundo a ONU. A grande maioria das vítimas são pobres e crianças. Neste ano, o secretário geral da organização, Ban Ki-moon, declarou que a expectativa é zerar os casos de malária até 2015. Investimentos globais para combater a doença protegeram mais de 600 mil africanos da contaminação desde 2008.

O Tempo

 

Da redação do Plox

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Tags HTML permitidas: <a> <em> <strong> <cite> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd>
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.

Mais informações sobre as opções de formatação



Entre em contato
© 2008-2012 plox.com.br Todos os direitos reservados. Primeiro portal de notícias e entretenimento do Vale do Aço