Para tentar minimizar a precariedade dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), o governo do Estado remanejou 137 leitos, aumentando em até 41% o uso desse serviço no Sistema Único de Saúde (SUS). O tema e outras questões relacionadas ao SUS foram discutidas na VII Conferência Estadual de Saúde de Minas Gerais, realizada nesta semana na capital.
O conselheiro estadual de saúde José do Carmo Fonseca disse que o remanejamento contribui para diminuir o problema, mas não é solução definitiva. "Falta um atendimento de qualidade na urgência e emergência. Se as pessoas fossem bem atendidas no cotidiano, muitas não precisaram das UTIs, que é um atendimento muito mais caro".

Estudo iniciado em 2009 pela Secretária Estadual de Saúde (SES) demonstrou que 137 leitos de 107 UTIs de vários municípios estavam ociosos, enquanto outras cidades estavam com déficit. Para otimizar o uso, os leitos foram remanejados.
De acordo com a coordenadora estadual de terapia intensiva, Renata Melgaço, o remanejamento aumentou o uso de leitos pediátricos em 41%, os de adultos em 34% e os de neonatal em 27%. No total, o Estado conta com 2.109 leitos UTIs.
Na conferência, foram discutidas também propostas para melhorar a qualidade dos atendimentos nos hospitais públicos. Os participantes cobraram maior investimento do Executivo na saúde. A dona de casa Marluce Prates, 36, veio de Matias Cardoso, no Norte do Estado, para o evento. Ela reclamou da falta de estrutura na cidade. "Para atendimento com especialistas, temos que viajar quase três horas", conta.
Duas mil pessoas participaram da abertura da conferência e 570 propostas de 427 municípios foram reunidas e serão entregues ao Ministério da Saúde. "Vamos estudar as propostas e pensar em melhorias para o SUS nos Estados", disse o secretário de atenção à saúde, Helvécio Magalhães.
O Tempo
Da redação do Plox
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