Em fevereiro deste ano, o Hospital Márcio Cunha / Fundação São Francisco Xavier (HMC/ FSFX) adotou o sistema fechado de Nutrição Enteral (NE) para pacientes internados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e na Enfermaria de Cuidados Intermediários (ECI – 7ª andar), em condições clínicas graves. Após quatro meses de utilização da NE, os benefícios para pacientes e equipe de colaboradores e economia para a instituição foram notáveis.
De acordo com o Ministério da Saúde, a Nutrição Enteral é qualquer alimento de composição definida, formulada especialmente para uso por sondas ou via oral, utilizada para substituir ou complementar a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não, conforme suas necessidades nutricionais, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, com o objetivo de manter tecidos, órgãos ou sistemas (Resolução de Diretoria Colegiada – RDC – nº 63, de 2000, da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O mercado disponibiliza três tipos de nutrição enteral: artesanal em sistema aberto, industrializada em sistema aberto e industrializada em sistema fechado. De acordo com a gerente de Alimentação e Nutrição do HMC, Flávia de Freitas Pataro Mucci Igarashi, somente as duas últimas são utilizadas no hospital atualmente.
“A NE em sistema aberto é aquela em que há a necessidade de manipulação da dieta antes de fornecê-la ao paciente. A NE em sistema fechado é estéril, acondicionada em recipiente hermeticamente fechado e apropriado para conexão direta ao equipo de administração, de modo a evitar manipulação da fórmula”, enumera Flávia.
Vantagens
A iniciativa implementada em parceria entre colaboradores dos setores de Suprimentos Hospitalares, Enfermagem e Nutrição (Lactário e Nutrição Clínica) tem previsão de ampliação para as demais áreas do HMC Unidade I e HMC Unidade II a partir de julho.
Ministrada com o auxílio de bomba de infusão, equipamento que garante gotejamento contínuo, a dieta é melhor tolerada pelos pacientes. “Desta forma, é menos provável que o paciente manifeste vômito, diarréia e aspiração e podemos trabalhar com mais aporte calórico, viabilizando a recuperação nutricional mais rápida”, enfatizam as nutricionistas clínicas do HMC, Daniele Carvalhaes Magalhães e Fabiane Bueno Silva Ataíde.
Outros benefícios viabilizados pelo sistema fechado de NE foram a otimização do processo de distribuição e a administração da dieta. “Nos últimos cinco anos, houve aumento significativo de envases (distribuição do produto em outros frascos) de dietas enterais para pacientes, correspondente a 36%. Com a alteração para o sistema fechado, houve redução na frequência de distribuição e de administração, deixando nossos colaboradores mais livres para prestar mais assistência ao paciente”, analisa Flávia.
A NE em sistema fechado é, normalmente, mais cara que a em sistema aberto. Entretanto, por meio do programa “Otimizar para Sustentar” da FSFX, foi possível negociar o valor do produto com o fornecedor e ainda minimizar o impacto financeiro.
Otimizar para Sustentar
O Otimizar para Sustentar é um programa corporativo da FSFX e Usisaúde direcionado a todos os colaboradores e profissionais parceiros. Seus objetivos são promover ações para evitar desperdícios, otimizar custos e despesas, contribuir com a preservação ambiental e melhorar os resultados institucionais.
O funcionamento do programa é muito simples, incluindo duas linhas de atuação: mudança de atitude e otimização dos custos controláveis da FSFX e da Usisaúde. Em 2010, o programa viabilizou a economia de R$ 1,5 milhão. Em 2011, até o mês de março, a economia contabilizada foi de R$ 425 mil.
Da redação do Plox
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