quarta-feira, 17/06/2009

Plox faz documentário sobre Ipatinga e estréia transmissão em alta definição

 


Um DVD com 35 minutos de duração. Este é mais um acervo que a cidade de Ipatinga tem a partir de agora para oferecer àqueles que queiram conhecer um pouco mais sobre o município que foi um distrito de Coronel Fabriciano e hoje é a principal cidade da região do Vale do Aço. 

O vídeo documentário foi produzido entre os meses de abril e maio. Além de versão em DVD, que estará a disposição de museus e escolas da região, o trabalho também pode ser visto aqui no Plox.

Os usuários do Plox poderão assistir ao vídeo documentário em versão padrão ou em alta definição com uma melhor qualidade de imagem.

Para assistir em alta definição basta clicar no ícone HD na barra de controle do vídeo, mas para isso é necessário uma conexão de alta velocidade.


A professora de dança Zélia Olguin também está no documentário

Pessoas conhecidas e anônimas participam deste registro que relata a vida no início da construção da cidade e outros que ao longo do desenvolvimento foram marcando a história. O acontecimento conhecido como “O massacre de Ipatinga” é lembrado por alguns participantes, assim como alguns bastidores da política.


Prefeitos falam da evolução da cidade

O trabalho conta com participação de Sebastião Quintão, Chico Ferramenta, Robson Gomes e outros que aproveitaram a oportunidade para expressar a sua versão sobre alguns fatos envolvendo a vida cotidiana da cidade. A equipe de produção não censurou os participantes, que usaram de plena liberdade para abordar os assuntos que achassem relevantes.

 
Oliveiro e Elma Quintão relembram o início de Ipatinga

Um dos momentos da gravação reuniu o Sr Hugo Rodrigues, um dos pioneiros no comércio da cidade, que nos anos 60 se instalou em Ipatinga com o “Bar Candango”, um dos poucos pontos de encontro dos moradores naquela época.

 

Da redação do Plox

amo Ipatinga

Enviado por Karla (não verificado) em sex, 09/12/2011 - 14:58.

Ipatinga..minha casa meu orgulho...........
amo demais da conta...saudade da dona Zelia minha ex professora de ballet....um dia eu volto Ipatinga, pq o bom filho a casa torna!!!


amo Ipatinga

Enviado por Karla (não verificado) em sex, 09/12/2011 - 14:57.

Ipatinga..minha casa meu orgulho...........
amo demais da conta...saudade da dona Zelia minha professora de ballet....um dia eu volto Ipatinga, pq o bom filho a casa torna!!!


Minha História Minha Gente

Enviado por Guilherme Vilela (não verificado) em ter, 17/05/2011 - 04:31.

HISTÓRIA DA MINHA TERRA

Já era outubro de 1982. Naquela sexta-feira de primavera tinha chovido bastante. A cidade estava calma. O senhor Antunes tinha vindo morar aqui na cidade de Ipatinga alguns meses antes. Quando Gertrudes chegou na cidade, tinha apenas dois anos. Ainda era bem pequeno e a cidade parecia tão grande.
A geografia dessa região reunia todos os requisitos para a instalação da indústria nessa localidade. A planície do Rio Piracicaba esta localizada entre a regional de Itabira, no quadrilátero ferrífero (fornecedora de matéria prima), e o porto de Tubarão, principal canal de escoamento da produção. Além disso, a hidrelétrica de Sá Carvalho, construída às margens da Br 381, já estava funcionando e forneceria energia para a siderúrgica nos primeiros tempos. Logo depois começariam a construir a hidrelétrica de Salto Grande, sob a administração da Cemig.
Já existiam algumas fazendas na região. As terras aonde atualmente se localizam os Bairros Cidade Nobre e Limoeiro pertenciam a Jair Gonçalves, um antigo fazendeiro. Nas proximidades de sua fazenda estava a fazenda de José Fabrício Gomes com sede no Barra Alegre. Nos documentos oficiais consta que ele foi o primeiro branco a conseguir a concessão de terras aqui na região.
Ainda no ano de 1918 começaram a construir a linha de ferro Vitória-Minas, sob a supervisão de Pedro Nolasco. A idéia desse empreendedor era a de construir a ferrovia às margens do Rio Piracicaba aproveitando o desnível do curso do rio.
Porém, nessa mesma época o desmatamento provocou o desequilíbrio ecológico nessa região. Dizem que em um certo dia morreram mais de 30 homens infestados pela malária. Foi quando os engenheiros decidiram desviar a linha férrea ao traçado atual, passando pela estação Pedra Mole, no Barra Alegre.

Em depoimento, José Ricardino dos Santos, nascido no Bairro Barra Alegre, nos contou como era Ipatinga naquela época. "Em 1930, nestas terras não tinha quase nada. Aqui ainda não tinha comércio. Quem criava umas galinhas trocava por alguns sacos de feijão. Aqui não tinha televisão, nem tampouco tinha rádio. A diversão que existia aqui naquele período era a sanfona e a viola." Quando começaram a construção da Usiminas seus familiares lhe chamaram para trabalhar com a construção da indústria, porém ele já estava trabalhando com uma roça de milho nas terras do João Adelino, um fazendeiro aqui da região. José Ricardino Santos disse que quando os empreendedores começaram a construção da siderúrgica na região, na Avenida 28 de abril no centro da cidade existia apenas o correio mais uns 4 barracos".
O senhor José Ricardino é um dos representantes dos primeiros moradores dessa região. Aqui havia apenas uma pequena comunidade de agricultores que produziam para a própria subsistência. Alguns trabalhavam com a pecuária, os outros eram lenhadores da Companhia Belgo-Mineira de João Monlevade. Nessa época, Ipatinga era um Distrito chamado de Nossa Senhora da Esperança, pertencente a cidade de Coronel Fabriciano. Ainda em 1944, o distrito ganharia a instalação de sua primeira escola. Naquele tempo, a região contabilizava apenas duas centenas de moradores. Na década seguinte, a cidade de Ipatinga sofreria uma explosão demográfica e tecnológica com a instalação da Usina Intendente Câmara.
Situado na região leste de Minas Gerais e a 215 km de Belo Horizonte, o Vale do Aço está a 232 m do nível do mar. Essa é uma região que tem a cobertura vegetal da mata Atlântica cortada por dois grandes rios, O Piracicaba e o grande Rio Doce. Entre vales e montanhas surgiu a cidade de Ipatinga.
Dizem que o nome da cidade foi criado juntando-se o prefixo "Ipa", de Ipanema, em referência a um ribeirão que corta a cidade, com o sufixo "tinga", de Caratinga, que é uma das cidades que faz divisa com essa regional. Essa versão seria atribuída a Pedro Nolasco, empreendedor responsável pela construção da ferrovia Vitória-Minas; porém, de acordo com os estudiosos lingüísticos do Tupi-Guarani, o nome Ipatinga tem origem legítima em Tupi e significa "Pouso de Água Limpa". Totalmente contrário a "Ipanema" que significa "Pouso de Água Fedorenta".
Das comunidades indígenas dos Zamplans (Botocudos), que habitavam a região, só restaram algumas poucas terminologias de seu vocabulário. Piracicaba, "Rio de Peixe Pequeno" e Ipaba, "Estância de Água".
Em maio de 1958, uma equipe de japoneses veio aqui na região para estudar as condições físicas do terreno. Naquele tempo, essas terras pertenciam a companhia Belgo Mineira. Depois da aquisição dos terrenos dessa região pela siderúrgica Usiminas e com os incentivos de isenção fiscal fornecidos pela prefeitura à empresa por um período de seis anos, começaria implantação desse projeto.
Em 16 de agosto de 1958, o presidente Juscelino Kubischek veio a Ipatinga para fazer o lançamento da pedra fundamental, dando início a construção da empresa. Alguns meses depois o Alto-Forno 1, já estava quase pronto. O pátio de matérias primas estava vazio. Em 1960 foram sendo construídos os Sopradores de ar. Em 1961 um caminhão carregado de matéria-prima cortava a MG-04, que ainda não estava asfaltada, na curva que fica em frente ao atual Panorama Tower Hotel, no Iguaçu.
No dia 26 de outubro de 1962, alguns investidores japoneses e o presidente João Goulart reuniram mais de 2000 pessoas para fazer a inauguração da Indústria. Neste dia, aconteceu a primeira corrida do Gusa no Alto-Forno 1.
Em 1964, Efigênia Vitor Barroso vinha com seu marido Geraldo Barroso morar em Ipatinga. A Usiminas crescia a todo vapor e representava uma grande oportunidade de emprego. Naquela época a cidade começava a crescer. "O Bairro Cariru ainda estava em construção. Aos poucos a cidade foi crescendo e se modernizando. Morar aqui nessa cidade foi uma grande escolha".
Quando começaram a fazer a construção do Bairro Cariru, a atual Avenida Japão era chamada de Avenida Tóquio, em homenagem aos investidores japoneses. O Bairro recebeu esse nome devido ao capim "caryru" que se espalhava nesta planície.
A primeira televisão que chegou ao Bairro Cariru foi trazida por Jorge Norman Neto, na época, presidente do sindicato dos trabalhadores. Os seus filhos, Antônio Jorge e Ana Maria enchiam a casa de amigos para ver televisão naquela época.
Na década de 70, construíram um cinema no Bairro Horto. Naquela ocasião de estréia, foi exibido o filme "Midnight Cowboys". Tempos depois construiram o cinema "Cine 100 Clube" no Bairro Cariru. Os filmes mais procurados naquela período eram os do Mazzaropi, Tarzan e Durango Kid. Naquela época o Senhor Furtado era o técnico e o dono da máquina de projeção.
Depois eles construíram um boliche no Cariru. Vinham pessoas da cidade inteira se divertir aqui. Quando chegava o carnaval a cidade inteira incendiava. Ainda em 1974, o Senhor Atenor Portilho fundou a escola de samba Unidos do Cariru. Naquele carnaval o grupo "Os metralhas" compuseram um samba audacioso à política daquela época.
"Chegaram os irmãos metralhas / Todos soltos por aí / Pois aqui ninguém trabalha / E carnaval nós fazemos por aqui / Nós não temos, nenhuma vaidade / E não há quem diga não / Somos todos presos a liberdade / E entre nós não tem ladrão. // Nós pulamos carnaval muito a vontade / E também de coração / Somos presos a nossa liberdade / Para nós, cada um de nós é um irmão", relembra Paulo Renato Poggiali.
Naquele período, passávamos pela ditadura militar. "Ainda não sei por que não nos mandaram prender", completa. Tínhamos também o bloco das Melindrosas que era formado por: Heloísa Helena, Vânia Sampaio, Albina Poggiali e Sandra Regina.
Naquela época os moradores não precisavam sair do Bairro Cariru. Aqui tinha quase tudo. Havia uma boate que ficava na entrada do Cariru chamada de Night Club. No Centro Comercial do Cariru existia o restaurante "Pega Las Pacas", de propriedade do Senhor Aldo Italiano. O nome do restaurante foi criado devido às carnes de paca que vinham das caçadas na Mata do Parque. Também tinha o Bar do Chaim e aos finais de semana os comerciantes montavam a feira, aonde o ainda menino, Wanderson Coelho ia comprar salsinha pra sua mãe, a dona Fia Coelho.
Enfim, Ipatinga estava crescendo conforme o projeto do arquiteto Rafael Hardy Filho previa. Quando aconteceu o concurso público para definir qual seria o arquiteto que desenharia Brasília, o projeto de um francês chamado Lúcio Costa fôra o vencedor. Em segundo lugar estava o projeto de Oscar Niemeyer. Nessa mesma época o próprio Lúcio Costa aprovaria o projeto de Hardy, iniciando a construção de Ipatinga. A Idéia era de fazer uma Cidade Aberta aonde todos os bairros seriam independentes e envoltos por um cinturão verde que serviria de barreira para a poluição produzida pela indústria.
Tudo estava correndo muito bem com a siderúrgica. No total, a empresa tinha 6 mil funcionários contratados e as empreiteiras tinham um contingente de 23 mil homens que também prestavam seus serviços para a indústria. Os funcionários das empreiteiras, motivados pelas lideranças sindicais daquela época, reivindicavam melhores salários. Os alojamentos reuniam forasteiros de todas as regiões. Naquela época existia um clima de desconfiança dentro desses alojamentos. A maioria dos funcionários estava aqui para construir uma grande cidade, mas havia uma parte que estava desordeira.
O serviço de inteligência descobriu que estava acontecendo vários furtos dentro da usina. Foi quando, no dia 6 de outubro de 1963, um ônibus da polícia estacionou em frente ao alojamento do Bairro Maringá, atual Bairro Amaro Lanari, numa revista que não era costumeira. Em depoimento, Reginaldo Casoti Barbosa contou que esta revista seria o estopim da revolta que aconteceria no dia seguinte.
Então no dia 7 de outubro de 63, os trabalhadores em vez de entrarem para seus locais de trabalho, foram se aglomerando em frente a portaria principal, no local aonde atualmente se localiza o estacionamento do Shopping do Vale.
Dentro da siderúrgica, o superintendente Gil Guatimozin estava reunido com as lideranças sindicais para tentar resolver aquele problema. A polícia se posicionou para evitar que a indústria fosse tomada. Os trabalhadores estavam afoitos. Segundo relatos alguns trabalhadores jogaram algumas pedras nos policiais que estavam naquele local, fato esse que serviu de estopim para que a polícia saísse atirando para todos os lados.
Depois disso, no ano seguinte, os militares envolvidos no acontecimento tinham sido exonerados dos seus postos. A cidade passou o ano seguinte num clima de extrema instabilidade. Segundo o laudo da delegacia, naquele acontecimento que posteriormente ficaria conhecido como "Massacre dos Operários", registram-se 32 mortos e mais de 70 feridos. Agora, o dia 7 de outubro se tornaria um dia de luto na memória da cidade.
Algum tempo depois, a cidade foi se acalmando. No dia 29 de maio de 1965, foi fundado o Lions Clube de Ipatinga, com o objetivo principal de discutir os novos rumos para a cidade. Nos meses seguintes, fundaram o Rotary Clube de Ipatinga. A idéia deles era a de conseguir fundos para a educação, para o esporte e para o lazer. Nos anos que se seguiram foram sendo inaugurados diversas instalações. Enfim a cidade tinha crescido.
Na década de 80, obras como o mergulhão, já traziam ares de modernização para a região. Enquanto a cidade seguia se desenvolvendo e as construções iam se alastrando, a preocupação com natureza era o tema em pauta. As florestas nativas e as matas ciliares ajudavam a controlar a poluição produzida pela indústria. A cidade recebeu um prêmio por ser a 3º cidade brasileira que tem o maior percentual de área verde por habitante. Já podemos perceber que Ipatinga é uma cidade preocupada com a preservação ambiental.
Já independente, 26 anos depois de sua fundação, a cidade de Ipatinga entrava na década de 90, quase finalizada. O Hospital Márcio Cunha já tinha qualificação nacional. O comércio rende bons lucros, os clubes representavam a diversão nos finais de semana. Nesta mesma época, o Colégio São Francisco Xavier recebia o certificado ISO 9002 pela qualidade da educação fornecida aos filhos dos Funcionários da usina. A Prefeitura Municipal já contabilizava as cifras de 196.000 moradores na região. Eram épocas de estabilidade.
Agora, nesse terceiro milênio, Ipatinga é uma cidade do futuro. Os arranha-céus se espalharam. As barreiras eletrônicas controlam o trânsito. O Shopping Center trouxe glamour. E para completar, não existe nada mais romântico que um passeio, num desses dias alegres, no parque da cidade.

Copyrights [2002] - Todos os direitos reservados a Guilherme Vilela A. Alves.


Parabéns Plox

Enviado por Bochechudo (não verificado) em dom, 10/10/2010 - 09:16.

QUU VÍDEO MARAVILHOSO PLOX!! PRECISAMOS SIM VALORIZAR A NOSSA HISTÓRIA!
NÃO EXISTE UMA HOMENAGEM MAIS BONITA DO QUE ESSA.

MUITO BOM REVER TODAS AS PESSOAS ENTREVISTADAS.
VCS ESCOLHERAM MUITO BEM!!

PARABÉNS MESMO


Vidéo sobre a cidade de Ipatinga

Enviado por MARIA LUIZA (não verificado) em seg, 28/12/2009 - 18:15.

Boa tarde; amei assistir ao vidéo sbre a cidade de Ipatinga; conheci a cidade de Ipatinga na década de 60, quando meu avô Vicente Zanarini, resolver mudar-se para aí; Foi uma loucura, com todos o respeito aos cidadãos da cidade de Ipatinga, mas imagine só,eu criança vinda do Rio de Janeiro, chegar a uma cidade que não tinha água nem luz direito, isso sem falar no saneamento básico; Meu avõ construiu muita coisa por aí, sei que construiu uma igreja católica, que em minhas memórias, ficava no centro da cidade; sei que foi lá onde fiz minha 1.º comunhão; lembro-me de homens carregando latas de água na cabeça; e foi um prazer muito grande quando vi Maria das Graças falando, sobre sua mãe dona Cidinha, que tomava conta do correio, lembro-me que o "posto do correio" era na casa dela. Se não me engano a Maria das Graças tinha o apelido de "Poioca" e tinha uma irmã que se chamava Penha. Não sei se ela lembrará de mim, mas eu me lembro dela. Eu estudava no colégio ANGÉLICA, que ficava em Coronel Fabriciano, bons tempos aqueles! Se alguem ler este comentário e for de Ipatinga e conhecer a Maria das Graças, por favor peça-lhe para entrar em contato comigo, pois será um prazer conversar com ela após tantos anos. Meu nome é Maria Luiza, e autorizo a empresa responsável a dar o meu endereço eletronico à Maria das Graças.


Parabéns Plox!

Enviado por Vinicius Alves Silva (não verificado) em qua, 08/07/2009 - 20:23.

Todos do plox estão de parabéns pela iniciativa, eu particularmente conheço o plox tem nem uma semana e vejo que é o melhor site de ipatinga e região... Este documentario é muito bem feito e mostra que o plox ainda vai crescer muito e voces merecem....abraço


Gostei

Enviado por GEAN CARLOS (não verificado) em sex, 03/07/2009 - 11:58.

35 minutos que valeu a pena, valeu pela reportagem, gostei da imparcialidade das informações, claro que não concordo com o que disse prefeito do 15, mas fazer o que.
Indicarei esse vidio para amigos e familiares. Ate+


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