1. Cláudio Manuel da Costa
Obras poéticas
· Poesia de transição entre o Barroco e o Arcadismo.
· Do Barroco, o autor tem as noções de brevidade dos sentimentos e da vida, o tema recorrente do sofrimento humano e o gosto pela antítese e pelo soneto camoniano. Do Arcadismo, CMC apresenta o pastoralismo e a renúncia à visão religiosa de mundo.
· Em suas Obras, contudo, a paisagem não é campestre. Quebrando as convenções do período, ele apresenta cenários dominados por pedras, rochas, grutas e penhascos, indicando as suas raízes mineiras.
· Além das Obras poéticas, escreveu uma fracassado poemeto épico (Vila Rica).
2. Tomás Antônio Gonzaga
Marília de Dirceu (liras)
· Poesia tipicamente árcade, presa aos esquemas bucólicos e pastoris.
· A obra foi escrita em três partes que correspondem a momentos históricos diferentes na vida do poeta. A I parte em liberdade. A II na prisão. E a III provavelmente logo após o degredo para a África.
· A expressão sentimental da obra dá-se, na maior parte das liras, de acordo com as fórmulas convencionais da galanteria. No entanto, em alguns momentos das partes II e III, o autor escapa dos padrões árcades e desabafa a sua dor, o sentimento de medo do futuro e da morte e, sobretudo, a saudade de Marília. Nestes momentos, as liras adquirem um caráter pré-romântico.
· Em seu todo, Marília é um canto das virtudes ilustradas ("áurea mediocritas", racionalidade, decoro e simplicidade).
· Sob pseudônimo de Critilo, escreveu as célebres Cartas Chilenas onde satiriza os desmandos do governador de Minas Gerais, apelidado no texto de Fanfarrão Minésio.
3. Silva Alvarenga
Glaura
· Celebração da pastora Glaura, ora num tom galante, ora melancólico.
Poesia épica:
1. Basílio da Gama
O Uraguai
Tema: A conquista militar das Missões jesuíticas no RS por tropas luso-espanholas, em 1756, a mando do Marquês de Pombal.
Outros aspectos:
· Celebração épica dos conquistadores brancos, representados pelo general Gomes Freire de Andrade.
· Também os índios (Sepé e Cacambo) são apresentados na condição de heróis. É uma espécie de glorificação do homem natural (como se os índios fossem pastores árcades) que enfrenta os representantes da civilização européia.
· Os vilões da história são os jesuítas, duramente criticados, sobremodo o padre Balda.
· A cena mais famosa do poema é lírica e não épica. Trata-se da morte de Lindóia, que, após ter seu marido, Cacambo, envenenado por ordens do padre Balda e na iminência de casar-se com o índio Baldeta, filho natural do padre corrupto, Lindóia prefere morrer, deixando-se picar por uma serpente venenosa.
Não esqueça: O Uraguai é um poema em cinco cantos e em versos brancos (sem rima).
2. Santa Rita Durão
Caramuru
· Tema: A glorificação do colonizador branco e agente da catequese católica, Diogo Álvares Corrêia, que maravilhou os índios com um tiro de arcabuz na Bahia do século XVI, casando-se com a filha do cacique, Paraguçu, e passando a viver entre eles. Outros aspectos:
· Louvação do índio que se converte à religião do dominador luso e o auxilia na conquista da terra.
· A cena mais famosa da epopéia é a morte da índia Moema, após a partida para a França de Diogo Álvares e sua noiva, Paraguaçu. Moema vai nadando atrás do navio até ser tragada pelas ondas.
Não esqueça: Há nesta epopéia uma forte influência de Os Lusíadas, de Camões.
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