sexta-feira, 29/05/2009

Oficinas de matemática desmistificam o medo dos números




Alunos de 34 turmas do 6º ao 9º ano da Escola Municipal Vilma de Faria e Silva, no bairro Vila Militar, participaram entre os dias 25 e 29, das 7h às 17h, de oficinas de matemática. A professora de matemática, Renata Cláudia Ribeiro, há seis anos trabalha com jogos desse tipo nas salas da 8ª e da 7ª série e há 2 anos repassa o conceito para todos da escola na forma de oficina. Ela conta que esta metodologia lúdica faz com que o aluno se interesse pela disciplina que normalmente é temida.

O prefeito de Ipatinga, Robson Gomes (PPS), ressalta que "a política administrativa da educação municipal está aberta à propostas de adequações pedagógicas que visem melhorar o desempenho do aluno e que o preparem para encarar os desafios da vida", assegura. Renata Ribeiro acrescenta que a atividade ainda estimula o laço de afetividade com o educador: "O aluno já chega na sala de aula sem gostar do professor de matemática, mesmo sem conhecê-lo. O trabalho com jogos faz com que o aluno tenha mais afinidade com a matemática".

De acordo com a professora, os alunos também se sentem mais valorizados por superar desafios. Renata explica que para que o estudante desenvolva a concentração é necessário que os jogos matemáticos sejam aplicados ao longo do ano, como ela faz com seus alunos na sala de aula. Além de desenvolver o raciocínio lógico, os jogos ainda desenvolvem a solidariedade, a responsabilidade, a coordenação, a liderança, a iniciativa e ensinam o trabalho em equipe.

A oficina



Durante todo o ano letivo, a professora Renata Cláudia Ribeiro trabalha jogos de matemática na sala de aula com alunos da 7ª e da 8ª série. Nas oficinas, estes estudantes atuam como monitores para demonstrar o que eles aprenderam e orientar os demais alunos da escola – incluindo crianças da Creche Esperança do Amanhã. Dois monitores ficam por conta de cada uma das oito mesas.

Os alunos trabalharam em grupos de quatro pessoas e passaram por todas as mesas experimentando oito diferentes jogos adequados a sua faixa etária. Para organizar a troca de mesas, todos utilizam viseiras que identificam cada grupo por uma cor. A professora fica distante para que os próprios alunos tenham que solucionar pequenos problemas que surgem. Renata diz que o maior desafio é variar os jogos a cada ano.

"A matemática assim fica mais legal"
Para o aluno da 8ª série, Michel Augusto Moreira, de 15 anos, um dos monitores da oficina "a matemática assim fica mais legal". Ele afirma ainda que o raciocínio lógico melhorou na sala de aula com o uso de jogos. O aluno da 7ª série, Yuri Barbosa, de 14 anos, ressalta que aprendeu a somar e a utilizar os sinais matemáticos de forma descontraída.
A ideia é tão boa que até quem não estuda mais na escola municipal continua visitando os colegas para ajudar na oficina. É o caso de Charles Rodrigues, de 17 anos, que agora estuda na Escola Estadual Selim José de Sales. "Aprendi bastante com os jogos matemáticos. A mente fica mais rápida", completa.
 

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