A Secretaria de Estado de Educação (SEE) enviou ontem as orientações sobre a reposição do calendário escolar para as unidades afetadas pela greve dos professores. Para as instituições que retornaram às atividades nessa segunda-feira, após 62 dias de aula perdidos, o ano letivo de 2011 deve se prolongar até o dia 17 de fevereiro, com a utilização de 19 sábados, a contar do próximo.
Em resolução publicada ontem, a SEE determina que as escolas utilizem todos os sábados, além dos meses de dezembro e janeiro. Ficam resguardados apenas os feriados de outubro (dia 12), novembro (dias 2 e 15) e o recesso de fim de ano entre os dias 24 de dezembro e 1º de janeiro.

Hoje, os professores realizam mais uma assembleia. A expectativa do sindicato é pela continuidade da greve. Independentemente do resultado, a SEE informa que as escolas já podem planejar a reposição. Aquelas que continuarem com professores em greve devem designar substitutos.
O Estado autorizou a contratação de 12 mil temporários para todas as turmas do ensino fundamental e médio no último dia 15. Até ontem, três dias depois, 473 profissionais já estavam em sala de aula, segundo balanço do governo. Somados aos 2.404 professores reservas que foram designados para atender ao 3º ano do ensino médio, são 2.877. Segundo a SEE, 11.357 professores estão em greve atualmente. O Estado afirma que, desde a última sexta-feira, quando a Justiça decretou a suspensão do movimento, 1.400 profissionais voltaram às salas de aula.
Reposição. Cada escola vai reajustar o calendário de acordo com a sua realidade e com a quantidade de dias parados. A resolução da secretaria tem como referência as instituições que tiveram as aulas suspensas desde o dia 8 de junho, início da greve, e retomarem as atividades ontem.
"Nenhuma escola poderá utilizar os domingos e todas terão que respeitar o recesso de Natal e Ano Novo e uma semana de férias", disse a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola. A previsão é que o ano letivo de 2012 inicie em 27 de fevereiro. As escolas que não foram afetadas pela paralisação têm início previsto no dia 6 de fevereiro.
O ano letivo é composto por 200 dias de aulas, mas um dia só é considerado letivo quando há, em sala, pelo menos 50% dos alunos. Segundo a SEE, inspetores escolares e diretores das superintendências regionais de ensino vão monitorar as escolas. "O pagamento dos professores só será feito depois da reposição", afirmou a secretária.
Para a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, não se pode falar em reposição enquanto a greve não acabar.
O Tempo
Da redação do Plox
PSDB: Um Governo que destróis a educação
Eis a demonstração do que é truculência. Antes de a greve acabar, o Governo já impõe uma reposição aos professores.
Infelizmente, possuímos uma categoria desarticulada. Aqui no Vale do Aço principalmente.
Se a educação está em greve, como falar em reposição. Pior: como educadores podem aceitar este tipo de ação governamental? Não dá para entender se aceitar um calendário de reposição imosto desta forma.
Pensava eu em propor à categoria entregar nossos cargos ao Governo e deixar que ele destrua o resto da educação como vem fazendo gradualmente, contratando gente desqualificada para substituir professores grevistas. Mas creio que uma categoria covarde não faria isto.
Todos temos dificuldades. Uma greve não é ruim só para os alunos. É, principalmente, para os professores. Somos nós que precisamos do suado e parco salário do fim do mês para cobrir as dívidas. Mas é inaceitável que não nos indignemos com a forma com a qual o senhor Anastasia, pseudo professor, trata a educação e os educadores.
Não vou fazer nenhuma reposição antes que a greve acabe. E a continuar desta maneira, com a truculência do Governo Anastasia, com a falta de brio do poder judiciário que não cobra do Governo o cumprimento de uma lei federal, com a apatia do Ministério Público e do Poder Legislativo estadual, com a inoperância do Governo Federal, que gera uma Lei e não consegue exigir seu cumprimento, com a covardia da Secretária de Educação, Ana Lúcia Gazola, que se esquiva da discussão de uma educação de qualidade que passa, obviamente, pelo reconhecimento do profissional da educação e pela covardia de meus colegas professores e demais educadores em geral, prefiro entregar meu cargo ao senhor Anastasia a esquecer do porquê fiquei de greve por tanto tempo e trair os companheiros que ainda lutam, bravamente, contra a calhordice do PSDB representado pelo Governador e do ex, o Senador Aécio Neves.
Companheiros de luta,
Que Deus lhes ilumine o caminho e que este Governo tenha o fim que merece!
Joerson
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