quarta-feira, 17/08/2011

Greve dos professores estaduais pode anular ano letivo em Minas Gerais

A maior greve de professores estaduais dos últimos dez anos chega hoje ao seu 69º dia com a possibilidade de perda do ano letivo para 336 mil alunos. Ontem, após mais uma reunião intermediada pelo Ministério Público Estadual (MPE), professores e representantes do governo do Estado não aceitaram recuar.

Um novo encontro está previsto para a próxima quarta-feira. No entanto, as chances de as aulas serem retomadas ainda neste mês são remotas por conta da posição irredutível das duas partes. Considerando que os estudantes perderam, até ontem, 39 dias letivos, eles precisariam de todos os feriados, sábados e, inclusive, domingos do restante de 2011 para repôr os dias ociosos.

A conta vale se a greve for encerrada até o dia 31 deste mês. Caso contrário, a reposição teria de avançar pelo mês de janeiro. Isso porque, a partir de 1º de setembro, o prejuízo para o calendário escolar terá ultrapassado 50 dias letivos, o que corresponderia exatamente ao número de dias livres no calendário até dezembro.

Ontem, enquanto representantes das secretarias de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e de Educação (SEE) se reuniam com membros do Sindicato Único do Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), professores ficaram de prontidão em frente à sede do Ministério Público.

Com carro de som, faixas e bandeiras, eles ameaçavam prolongar a paralisação até 31 de dezembro. <CF80>À tarde, numa assembleia que reuniu 7.000 pessoas (segundo a PM e o Sind-UTE), a categoria aprovou a proposta do sindicato de manter a greve.

Professores e governo não se entendem em relação o valor do piso salarial no Estado. Enquanto os grevistas exigem R$ 1.597,87 por 40 horas semanais, o Estado só aceita negociar o novo modelo de remuneração, o subsídio, que incorpora os benefícios ao salário, o que dá uma remuneração inicial de R$ 1.122 para 24 horas semanais.

"Nós não faremos propostas para o modelo velho. Temos que corrigir alguns erros do subsídio e torná-lo mais atraente, principalmente para os professores antigos", disse a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola. "O governo não apresentou proposta. Só quer negociar o subsídio. Isso nós não aceitamos", disse a coordenadora do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira.

Segundo a SEE, das 3.777 escolas estaduais, 751 estão afetadas parcialmente pela greve e 80 estão totalmente paradas. O sindicato sustenta que 50% dos professores aderiram à paralisação. Na semana passada, a SEE determinou a contratação de 3.000 professores substitutos, mas apenas 356 foram admitidos. O Sind-UTE tentou barrar a medida, mas a Justiça indeferiu ontem a ação.

 

 

 

 

 

Manifestações em todo o país

Salvador, Porto Alegre e Maceió. Três milhões de estudantes da rede pública de ensino da Bahia ficaram sem aulas ontem por causa da adesão dos professores do Estado à paralisação nacional da categoria. A principal reivindicação dos docentes é o cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN).

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia informou que 65 mil professores da rede estadual não lecionaram ontem. Somados aos das redes municipais, os docentes paralisados chegam a 120 mil. "Estamos pressionando para que o piso seja incorporado pelas prefeituras do interior", afirmou o diretor Educacional do APLB, Luciano de Souza Cerqueira. Muitas escolas de Salvador sequer abriram os portões.

Ontem foi dia de manifestações em várias cidades do país, atendendo à convocação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Em Pelotas e Rio Grande, ambas no Rio Grande do Sul, professores paralisaram as atividades pelo pagamento do piso nacional, de R$ 1.597,87.

Representantes da categoria afirmam que a adesão foi próxima de 70% nas 52 escolas de Pelotas e nas 31 do Rio Grande. Nos demais municípios, a greve seguirá o calendário estabelecido pelo sindicato e será feita na sexta-feira.

Em Alagoas, cerca de 240 mil estudantes ficaram sem aula ontem. Os professores aproveitaram a mobilização para protestar contra a violência e a falta de condições de trabalho nas escolas.

Categoria afirma aceitar piso salarial inferior

A esperança de que o ano letivo não seja comprometido é a sinalização dos professores em recuarem na proposta referente ao piso salarial. Se até então eles exigiam o pagamento do valor fixado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), de R$ 1.597, ontem, a coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, afirmou que a categoria pensa na aceitação do piso salarial estipulado pelo Ministério da Educação (MEC), de R$ 1.187 para 40 horas semanais.

O novo valor seria acatado, desde que sem a incorporação de benefícios como quinquênio e vale-transporte ao salário base. "Queremos isso como vencimento básico e não subsídio", destacou Beatriz. Ontem, motoristas enfrentaram congestionamentos no centro da capital por conta das manifestações dos professores.

O Tempo

 

Da redação do Plox

Sou estudante do 3°ano do

Enviado por Stefany Maria (não verificado) em qui, 18/08/2011 - 13:24.

Sou estudante do 3°ano do ensno médio; e acho uma verdadeira falta de respeito,um tapa na cara do trabalhador que paga altas taxas de impostos,e nao tem direito nem a educaçao....
depois aparece alguns hipocritas e valam de ENEM....como teremos base para o ENEM?se nao tem nem educaçao basica...


POR QUE SÓ EM IPATINGA A GREVE É ILEGAL?????

Enviado por Anônimo (não verificado) em qua, 17/08/2011 - 15:36.

POR QUE O ESTADO NÃO CONSIDERA ESTA GREVE ILEGAL, PARA O PREFIEITO DE IPATINGA FOI FÁCIL ACABAR COM A GREVE.

O GOVERNADOR PODERIA CHAMAR A EQUIPE DO GOVERNO ROBSON E ACABAR COM ESSA GREVE RAPIDINHO.


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