Entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro, no Panorama Tower, bairro Iguaçu a Prefeitura de Ipatinga realizará o III Seminário Regional de Educação Inclusiva, com o tema “Direito à Diversidade”. O evento será de 8h às 18h. Devem participar representantes de 16 municípios de abrangência do pólo de Ipatinga. O objetivo é discutir e apoiar a transformação dos sistemas educacionais em sistemas inclusivos. Na programação estão previstas uma série de palestras com diversos temas. O evento contará com a presença do prefeito Robson Gomes da Silva (PPS).
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), é quem implementa o Programa de Educação inclusiva: Direito à Diversidade. Este programa foi estruturado para assegurar a transversalidade de políticas de educação inclusiva. Conforme o secretário de Educação, Maurício Mayrink, para a continuidade e avanços das ações do programa, a administração municipal assinou termo de adesão do programa visando cumprir com o compromisso. “Precisamos ampliar, superar e dar continuidade de uma cultura de inclusão”, avalia.
O termo assinado junto ao MEC se fundamenta em marcos políticos e pedagógicos legais. As clausulas prevêem que o direito à diversidade se dará por meio da atuação de cada município. A cidade tem ainda a responsabilidade de garantir acessibilidade arquitetônica e fazer acompanhamento do acesso à permanência na escola dos beneficiários. Como cidade pólo, Ipatinga tem promovido ações para articular a implantação de políticas públicas com os diversos setores governamentais e não governamentais.
Programação de palestras
Palestra 1 e 2
Palestra 1 - Tema: Epilepsia
Palestrante: Dr. Lucas Henrique Maia Magalhães - Neurologista.
Data: 29 de agosto (segunda-feira)
Horário: 8h30 às11h
Debate: 11h às 12h
Palestra 2 - Tema: Platicidade Neural
Palestrante: Claudiane José Santana - Fonoaudióloga Graduada em Audiologia
Data: 29 de agosto (segunda-feira)
Horário: 14h às 17h
Debate: 17h às 18h
Palestra 3 e 4
Palestra 3 - Tema: Alunos com transtornos e déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H)
Palestrante: Dr. Lucas Henrique Maia Magalhães – Neurologista
Data: 30 de agosto (terça-feira) Horário: 8h às 11h
Debate: 11h às 12h
Palestra 4 - Tema: Panorama geral das deficiências primárias
Palestrante: Jeceni Alcina Gonçalves Lopes - Mestrando em Meio Ambiente e Sustentabilidade
Data: 30 de agosto (terça-feira)
Horário: 14h às 17h
Debate: 17h às 18h
Palestra 5 e 6
Palestra 5 - Tema: Deficiência Neuromotora e inclusão
Palestrante: Ângela de Almeida Couto - Terapeuta Educacional
Data: 31 de agosto (quarta-feira)
Horário: 8h às 11h
Debate: 11h às 12h
Palestra 6 - Tema: Sala de recursos multifuncionais – AEE
Palestrante: Leila Salgado de Paula - Professora, Psicóloga, Especialista em Gestão Pública Municipal e pósdata: 31 de agosto (quarta-feira)
Horário: 14h às 17h
Debate: 17h às18h
Palestra 7 e 8
Palestra 7 - Tema: Dislexia, distúrbios de aprendizagem e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDA/H)
Palestrante: Claudiane José Santana - Fonoaudióloga Graduada em Audiologia
Data: 1o de setembro (quinta-feira)
Horário: 8h às 11h
Debate: 11 h às 12h
Palestra 8 - Tema: Transtornos globais do desenvolvimento – autismo
Palestrante: Eliziana de Paula Souza Lucas - Psicóloga- Terapia Comportamental e TCC - Neuropsicóloga - Especialista em Educação Especial
Data: 1o de setembro (quinta-feira)
Horário: 14h às 17h
Debate: 17h às18h
Palestra 9 e 10
Palestra 9 - Tema: Autoestima no processo de aprendizagem
Palestrante: Jeceni Alcina Gonçalves Lopes - Mestrando em Meio Ambiente e Sustentabilidade
Data: 2 de setembro (sexta-feira)
Horário: 8h às 11h
Debate: 11 h às 12h
Palestra 10 - Tema: Abordagem bilíngue na escolarização de pessoas com surdez
Palestrante: Ríguel Brum de Paula - Graduado no Curso de Letras/Libras
Data: 2 de setembro (sexta-feira)
Horário: 14h às 17h
Debate: 17h às18h
Da redação do Plox
Que tipo de inclusão queremos?
É interessante mesmo que ocorram essas palestras, contudo, mais interessante ainda, é que toda a teoria que é bastante floreada, seja aplicada na prática, principalmente, pelas autoridades, que são os responsáveis por investir para que ocorra qualidade no atendimento à pessoas portadoras de necessidades especiais.
Imaginem vocês que na prática, o que ocorre, é apenas uma transferência de responsabilidades, principalmente na Educação! Observem que as escolas e creches são obrigadas a receber crianças com deficiência mental, que dentre as deficiências, na minha opinião, é a que mais necessita de investimento e nenhum investimento é feito, seja no espaço físico, no preparo dos professores e na contratação de uma equipe multidisciplinar, que é imprescindível para que a que a inclusão funcione de fato.
E isso acaba por prejudicar a criança deficiente, os colegas e o professor, que têm que lidar com as constantes agressividades da criança portadora desse tipo de deficiência e com a sua agitação em tempo integral, o que ocasiona problemas como estresse e estafa.
Conheço casos em que certas mães suspendem os remédios do filho deficiente e o 'deposita' em alguma instituição, relegando toda a responsabilidade ao professor.
Aí deixo a pergunta: Será que é este tipo de inclusão que queremos?
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