quinta-feira, 08/09/2011

Sind-Ute contesta calendário para reposição de aulas na rede municipal

A Comissão de Educação, Cultura, Turismo, Esporte e Lazer da Câmara Municipal de Ipatinga se reuniu na tarde desta terça-feira (06) com representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute). Na pauta do encontro estavam denúncias de improbidade administrativa, assédio moral e práticas anti-sindicais supostamente cometidas pela Secretaria Municipal de Educação contra os professores da rede municipal de ensino.

A coordenadora de departamento do Sind-Ute, Leida Tavares, entregou aos vereadores membros da comissão um documento contendo várias denúncias. Segundo a professora, a categoria não foi consultada para a elaboração de um calendário de reposição das aulas que deixaram de ser dadas por conta da greve, realizada entre os dias 8 de junho e 8 de agosto, e que foi protocolado pela Secretaria de Educação junto ao Ministério Público.

O referido calendário prevê, segundo o sindicato, uma “reposição de aulas extenuante e contraproducente”. Entre os problemas apontados estaria a inclusão de domingos na agenda de aulas, com previsão de atividades durante até 14 dias consecutivos, sem o descanso semanal remunerado, previsto pelas leis trabalhistas.

Segundo Leida Tavares, vários professores que não fizeram greve e, no entanto, não puderam dar aula por ausência de alunos, estão sendo obrigados a trabalhar nos dias de reposição sob pena de terem registros de faltas injustificadas e cortes em seus salários. A orientação também estaria valendo para as professoras que durante a greve estavam em gozo de licença-maternidade ou professores que estavam afastados por licença médica.

A reivindicação do Sind-Ute é que cada escola estabeleça seu próprio calendário de reposição, de acordo com as suas especificidades, ao invés da imposição de um calendário único para todas as escolas. A adesão à greve foi parcial e cada escola teve a paralisação por tempo diverso.

Após ouvir todas as denúncias e receber o documento elaborado pela direção do Sind-Ute, o vereador Roberto Carlos (PV), presidente da Comissão de Educação da Câmara, explicou que todo o material seria examinado para posteriormente serem convocados para esclarecimentos os secretários municipais de Educação e Administração e o procurador geral do município. O parlamentar solicitou às representantes do sindicato que encaminhassem à comissão uma listagem contendo quantos foram os dias de paralisação de cada escola.

Também participaram da reunião os vereadores Agnaldo Bicalho (PT), Sebastião Guedes (PT) e Nilson Lucas Gonçalves - Nilsinho (PMDB).

 

Da redação do Plox

NÃO VAI DAR EM NADA.

Enviado por INDIGNADO (não verificado) em qui, 08/09/2011 - 16:46.

ASSIM COMO A CPI DOS KITS, ESSA CAMBADA DE VEREADORES SEM ESCRÚPULOS NÃO VÃO APURAR NADA E NO FINAL, COMO SEMPRE, TUDO ACABARÁ EM PIZZA.
É DIFÍCIL ACREDITAR NESSES POLÍTICOS DE IPATINGA.


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