Em tempo de recursos escassos - sejam eles, financeiros ou de qualidade técnica -, os garotos das categorias de base aparecem como alternativa para suprir as necessidades do profissional. Se, por um lado, América, Atlético e Cruzeiro vivem momentos de turbulência no atual Campeonato Brasileiro, por outro, são capazes de garimpar boas promessas em seus próprios "terreiros".
A Toca da Raposa I, centro de treinamento da base celeste, forneceu, só neste ano, 11 atletas para seleções brasileiras, com destaque para o meia Dudu e o goleiro Gabriel. A equipe principal do Cruzeiro já tem aproveitado suas próprias crias, como o atacante Anselmo Ramon e o lateral-direito Diego Renan, que sempre figuram entre os titulares.
No Atlético, não é diferente. O volante Fillipe Soutto e o meia Bernard são os destaques mais recentes, mas o elenco profissional tem um total de 14 atletas formados na Cidade do Galo. No Coelho, semifinalista da Copa São Paulo de Futebol Júnior, foram quatro promoções neste ano.

Precaução.Quem trabalha com a formação de atletas tem um consenso, que até já virou clichê no mundo do futebol: é preciso cautela na hora de lançar um garoto na equipe profissional.
"Cada um tem um comportamento, um controle emocional, um nível de amadurecimento diferente. Temos que lembrar que são adolescentes em formação", destaca o diretor geral de futebol de base do Cruzeiro, Roger Galvão.
O problema é que muitos garotos recebem, precocemente, o carimbo de solução. "O atleta se torna ‘especialista’ com 10 mil horas de treinamento, o que equivale a dez anos. Se ele chega no clube com 13, vai conseguir atingir o auge com 23. Existe o processo de maturação. Claro que existe os fenômenos", explica o gerente técnico das categorias de base do Atlético, André Figueiredo.
Retorno. O Barcelona tem provado para o mundo que o investimento nas categorias de base dá resultado. O melhor time da atualidade é quase todo formado em La Masia, a escola de futebol da equipe catalã.
Por aqui, é um pouco diferente. As "pedras preciosas" são logo transformadas em cifras. Atualmente, o Santos tem sido o clube que mais tem contrariado o mercado, segurando suas estrelas Neymar e Paulo Henrique Ganso.
No Atlético, os R$ 16 milhões arrecadados com as negociações dos atacantes Éder Luis e Kléber e do meia-atacante João Pedro, no ano passado, são suficientes para custear, três anos de categoria de base so clube. O gasto anual é de R$ 5 milhões.
O Tempo
Da redação do Plox
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