O talento do meia Montillo não tem sido suficiente para o Cruzeiro deslanchar no Campeonato Brasileiro. Mesmo com os 12 gols anotados pelo jogador argentino na competição, o time não consegue se acertar em campo e amarga a 12ª posição na classificação, com apenas 28 pontos.
E boa parte da fraca campanha da Raposa se deve ao setor ofensivo celeste, que registra seu pior desempenho na era dos pontos corridos do torneio.
Em 22 rodadas já realizadas, a equipe mineira balançou as redes somente 30 vezes, o que significa 1,363 tento por partida. Trata-se da pior média de gols marcados do Cruzeiro em uma edição do campeonato desde 2003.
Foi justamente no ano em que conquistou a Tríplice Coroa que o setor ofensivo celeste mostrou seu melhor aproveitamento. Comandado pelo maestro Alex, o time anotou nada menos que 102 gols em 46 jogos, ou 2,21 por jogo, no Brasileirão. No torneio de 2007, o ataque da Raposa também fez bonito com uma média de 1,92 gol a cada 90 minutos (73 gols em 38 confrontos).

Na bronca. Após a derrota por 2 a 1 para o Fluminense, anteontem, o técnico Emerson Ávila destacou mais uma grande atuação de Montillo e pediu o mesmo empenho em termos ofensivos ao restante do elenco.
"É preciso que os demais percebam a necessidade de apoiar, de jogar junto na frente, para sermos uma equipe mais agressiva. Falta um pouco mais de força ofensiva para a gente conseguir os gols e as vitórias", destacou Ávila.
No entanto, o treinador ressaltou que a baixa produtividade do time está ligada à perda de atletas importantes ao longo da competição. Argumento que também foi bastante utilizado por Joel Santana, em sua curta passagem pela Toca II.
E eles têm certa razão. O Cruzeiro perdeu em velocidade depois da venda do meia-atacante Dudu e do atacante Thiago Ribeiro, e em versatilidade no meio-campo, devido à ida do volante Henrique para o Santos.
Outro que vivia grande fase e que acabou se tornando um desfalque de peso é Wallyson. Antes de sofrer uma grave lesão no tornozelo esquerdo, no dia 7 de agosto, no embate contra o Internacional, o avante anotou 17 gols em 2011.
No entanto, Emerson Ávila não quer saber de lamentações e exige uma postura diferente de seus comandados, inclusive dos mais jovens. "Mesmo que os meninos não estejam à vontade para jogar, a oportunidade não escolhe o momento para atuar. É no aperto que eles têm que se soltar e ir se acostumando com o profissional", disse.
O Tempo
Da redação do Plox
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