domingo, 17/07/2011

Brasil tem nova chance de vencer o Paraguai

A partir de agora a seleção brasileira não pode errar e, na primeira partida da fase eliminatória da Copa América, o adversário é exatamente aquele que deu mais trabalho na primeira fase da competição: o Paraguai, contra o qual o Brasil só escapou de uma derrota com um gol salvador de Fred no último minuto.

Neste domingo, às 16h, em La Plata, na região metropolitana de Buenos Aires, tem que ser diferente. A começar pelas arquibancadas, que devem receber mais torcedores brasileiros do que naquela partida terminada em 2 a 2, realizada em Córdoba. Na ocasião, a proporção foi de nove por um a favor dos paraguaios. Na região da capital argentina, há muitos brasileiros passando férias, o que deve ajudar a equilibrar os gritos e as cores na plateia.

Em campo também há mudança em relação àquele jogo. A começar pelo lado direito da defesa, de onde vieram as maiores dores de cabeça naquela partida. Maicon, que entrou muito bem contra o Equador, segue na vaga de Daniel Alves, que falhou contra os paraguaios. A dúvida é em relação ao zagueiro Thiago Silva, que perdeu dois treinos durante a semana, por conta de dores na coxa, mas deve estar em campo. Se não conseguir se recuperar, será substituído por David Luiz.

A principal mudança proposta na seleção de Mano Menezes, no entanto, é tática. Durante a semana, Maicon afirmou que, além de impedir as investidas paraguaias pelo seu setor, queria também dar trabalho ao adversário com as subidas ao ataque, como fez contra o Equador. Nesse sábado, Robinho reforçou qual será a estratégia brasileira: forçar mais pelos lados do campo. “A gente estava jogando muito pelo meio. Contra uma seleção fechada como a do Paraguai, fica mais difícil. Temos que jogar pelas laterais. Nesses jogos de muita marcação, o importante é fazer um gol no começo do jogo”, avaliou o atacante, que ainda não balançou as redes na edição 2011 da competição.

Tradicionalmente favorita, a seleção brasileira vem pregando respeito para o confronto diante dos paraguaios. Sabendo que pode não conseguir o gol logo, como disse Robinho, o Brasil já se prepara para o drama dos pênaltis, previstos em caso de empate no tempo normal e na prorrogação. Nesse sábado, longe da imprensa, a equipe de Mano Menezes treinou exaustivamente as cobranças, para evitar vacilos em um momento decisivo.

Apesar de ter apenas empatado os três jogos que disputou na competição e ter terminado a fase inicial como o pior time entre o classificados (avançou apenas como o segundo pior terceiro colocado), o Paraguai já demonstrou que pode dar trabalho. Assim como contra o Brasil, o empate contra a Venezuela só veio por detalhes. O time vencia por 3 a 1 e tomou dois gols nos minutos finais do confronto, perdendo a chance de brigar até mesmo com a primeira colocação do grupo.

Um algoz joga, o outro não

Na partida da fase de classificação, o Brasil sofreu com os gols de Roque Santa Cruz e Haedo Valdez. Se o primeiro está fora, por conta de uma contratura no músculo da coxa direita, o segundo, que entrou apenas na etapa final daquela partida, ganhou uma oportunidade no ataque. Mas o que o Paraguai mais espera ter em campo é a concentração, que faltou nos minutos finais dos dois últimos jogos da primeira fase.
“Nós sabemos que temos uma defesa muito sólida. Demonstramos isso no Mundial, nas eliminatórias, em todos os jogos, porém a equipe se desconcentrou contra Brasil e Venezuela e tomamos os gols”, avalia o atacante Lucas Barrios.

BRASIL X PARAGUAI
Motivo: Quartas de final da Copa América
Local: Estádio Ciudad de La Plata
Horário: 16h
Árbitro: Sergio Pezzotta (FIFA, Argentina)

BRASIL:
Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Thiago Silva (David Luiz) e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Ganso; Robinho, Neymar e Pato. Técnico: Mano Menezes

PARAGUAI:
Villar; Verón, Alcaraz, Paulo da Silva e Aureliano Torres; Vera, Cáceres, Riveros e Estigarribia; Haedo Valdez e Lucas Barrios. Técnico: Gerardo Martino
Técnico: Gerardo Martino

Números:
75 jogos fizeram Brasil e Paraguai em toda a história do duelo; 46 viórias possui o Brasil, com 18 empates e 11 derrotas

 O Tempo

Da redação do Plox

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