Quando joga mal, perde. Quando joga bem, também perde. O Atlético não se acerta, a equipe não vence há nove jogos e o perigo de rebaixamento no Campeonato Brasileiro volta a assombrar o time. Aos poucos, o desânimo começa a ser percebido no semblante dos atletas.
Após a derrota para o Cruzeiro, no último domingo, os jogadores deixaram o estádio cabisbaixos, com poucas palavras para a imprensa. Do vestiário até o ônibus da delegação, rápidas paradas para atender alguns torcedores. Ontem, na reapresentação na Cidade do Galo, os atletas fizeram um trabalho regenerativo na academia e na piscina, e poucos deles deram a cara.
Autor de seu primeiro gol em clássico - ele também nunca tinha marcado em duelos contra o rival na base -, o volante Fillipe Soutto vivia um misto de tristeza e felicidade. "Minha alegria não foi completa porque nosso objetivo era o resultado positivo", ressaltou.
O jogador e todo o grupo, no entanto, não jogaram a toalha. Longe disso. O Atlético tem todo o segundo turno do Nacional para se recuperar na tabela. "É um momento em que a gente precisa ter calma, não adianta se desesperar. A gente entende perfeitamente o torcedor. Mas temos que buscar força. Fomos nós que colocamos o Atlético nessa situação, temos que tirá-lo", reforçou o meia-atacante Mancini.
Psicologia. Quando o moral está em baixa, a psicologia, ciência que estuda o comportamento humano e seus processos mentais, aparece como um ponto a ser trabalhado com os atletas.
O Galo não tem um profissional da área contratado. O clube mantém psicólogo apenas nas categorias de base. Perguntado sobre o assunto, o técnico Cuca disse que um psicólogo não traria uma solução imediata. "A gente tem que ser claro e transparente como fomos no vestiário. Não adianta você pôr fogo em Roma em cima de um jogo em que você foi penalizado, mas que você jogou bem", analisou.
Professor de educação física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutor em psicologia do esporte, Dietmar Samulski concorda com Cuca. "É um trabalho a longo prazo", destacou o especialista, que trabalhou com Levir Culpi no Cruzeiro, em 1996.
Conta para não cair
57
pontos
o Atlético vai disputar ainda nas 19 partidas restantes
28
pontos
o Galo tem que conquistar para continuar na Série A
50%
aproveitamento
que o alvinegro precisará ter no segundo turno
O Tempo
Da redação do Plox
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