segunda-feira, 05/09/2011

Estádio Lanari Júnior comemora 50 anos de história

Neste 7 de setembro, o Estádio Larani Jr. comemora seu cinquentenário. Durante meio século, o estádio vem sendo palco da história do futebol usipense, que foi criado pensando no lazer dos funcionários da Usiminas, em 1959. Mas só no ano de 1961, é que o Lanari foi inaugurado com capacidade para receber 3 mil espectadores.

E para celebrar a data, A.E.R. Usipa e Oriente Esporte Clube, das categorias Sub-11 e Sub-13, se confrontam a partir das 8h30, pela quarta rodada do Campeonato Regional de Futebol. Além disso, haverá sorteio de brindes e uma homenagem à história do estádio.

Como tudo começou

Os tijolos para construção das arquibancadas e vestiários do Estádio Larani Jr. foram fabricados em uma maromba que existia no estacionamento, ao lado do portão lateral do estádio. Os outros recursos financeiros para a construção do estádio foram obtidos com a venda de sacos de cimento, vazios, utilizados na construção da Usiminas.

Estádio pronto. E para marcar o início de tudo, o engenheiro Lanari Jr. deu o pontapé na partida inaugural do campo. Naquele 7 de setembro, a equipe da Usipa empatou em 1 a 1 com o Frimisa de Santa Luzia, pela partida principal. Na preliminar, a equipe do América venceu por 4 por 1 o time do Valério Doce.

“A história do estádio Lanari Júnior é a história do futebol usipense. Este campo foi palco de muitos momentos marcantes, não só para a cidade, como também para o futebol brasileiro”, ressalta o gerente de esportes, Nilson Moura.

Até 1966 foram realizados diversos jogos contra grandes clubes do futebol brasileiro. Em alguns desses jogos a Usipa venceu o Cruzeiro, empatou com Atlético Mineiro e Flamengo, perdeu e venceu o Botafogo. Nestas partidas atuaram jogadores consagrados do futebol Brasileiro como Tostão, Dirceu Lopes, Wilson Piaza, Raul, Fio Maravilha, Almir Pernambucano, Jairzinho, Didi, Zagalo, Gerson, Nilton Santos.

Estrutura

O estádio Lanari Jr. contém sistema de drenagem, tribuna de honra e recentemente recebeu pintura nas arquibancadas e reforma no alambrado. Seu gramado tornou-se referência para importantes equipes do futebol profissional brasileiro e internacional, que passaram pela Usipa em preparação para seus compromissos em competições oficiais. Entre os times, destacam-se: América (MG), América (RN), Atlético (MG), Atlético (PR), Brasiliense, (DF), Ceará (CE), Coritiba (PR), Fortaleza (CE), Gama (DF), Palmeiras (SP), Paraná (PR), São Paulo (SP), San Lorenzo (Argentina), Sport (PE) e São Caetano (SP).

O estádio e os demais campos da Usipa são utilizados pelas categorias de base do Departamento de Futebol. Funcionam também para escola de futebol, de segunda a sexta-feira. Hoje são 300 atletas divididos entre as mais diversas categorias: Sub-8 a Sub-17 (Masculino) e Sub-15 e adulto (Feminino).

Revelações

Diversos jogadores de futebol se revelaram da Usipa, entre eles: Somália (Figueirense), que jogou na Holanda, América Mineiro, Fluminense, São Caetano e Náutico; Edvaldo (in memorian), que em sua brilhante e curta carreira, jogou pelo Atlético Mineiro, São Paulo, em clubes do México, Japão e pela seleção brasileira; Gomes (Goleiro) defendeu o time do Cruzeiro e do Grêmio; Kerlon, jogador que ganhou projeção jogando pelo Cruzeiro e pela seleção brasileira de base, e João Pedro (Palermo Itália), atuando também pela seleção brasileira Sub-17 e Sub-20.

Amaro Lanari Júnior

O estádio da Usipa leva o nome de Amaro Lanari Júnior. O ilustre engenheiro nasceu em Ouro Preto, em 25 de outubro de 1913. Lanari Jr. foi também administrador público, professor e empresário mineiro.

Era filho de Amaro Lanari e de Marianna de Andrade Lanari. Graduou-se em 1936 pela Escola de Minas de Ouro Preto. Atuou sucessivamente como engenheiro-chefe da Laminação e Trefilaria da Cia Siderúrgica Belgo Mineira, engenheiro da Estrada de Ferro Brasil-Bolívia, engenheiro chefe da Siderúrgica Aliperti, em São Paulo. Foi presidente da Cia. Aços Especiais Itabira S.A – Acesita (1957) e da Usiminas (1958-1976).

Presidiu ainda a Fiat Automóveis S.A. (1983-1985) e a Siderbrás (1985-1987). Foi professor catedrático de Metalurgia Geral e Siderurgia da Escola Politécnica de São Paulo (1943-1958). Presidiu também o Instituto Brasileiro de Siderurgia (1963-1968). Lanari Jr. faleceu em 7 de dezembro de 1999, na capital mineira, aos 86 anos de idade.

 

Da redação do Plox

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