
Após cumprir bela campanha em cinco meses e meio e encantar o torcedor, o Cruzeiro encerrou nesta quarta-feira a participação na 50ª Copa Santander Libertadores. A equipe celeste perdeu, por 2 x 1, de virada, para o Estudiantes, no Mineirão, e deixou para uma próxima oportunidade a conquista do tricampeonato da América.
O empate por 0 x 0 em La Plata deixou a final em aberto. Quem vencesse no Mineirão ficaria com o título. O Cruzeiro chegou a abrir o placar com o volante Henrique, aos 6 min, do segundo tempo, mas não conseguiu segurar a vantagem. Fernández, aos 11 min, e Boselli, aos 27 min, marcaram e o Estudiantes conquistou a Libertadores pela quarta vez.
O Cruzeiro teve apenas uma mudança em relação ao time que empatou na Argentina há uma semana. Recuperado de torção no pé direito, o zagueiro Thiago Heleno retomou a posição no time. Anderson ficou como opção no banco de reservas. O Estudiantes, por sua vez, foi a campo com a mesma formação do empate por 0 x 0.
Após sofrer um grande baque, os jogadores terão que reunir forças para prosseguir a caminhada no Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro volta a campo já no domingo, para enfrentar o Corinthians, às 16h, no Mineirão, pela 12ª rodada da competição.
No Vale do Aço, a torcida atleticana comemorou a derrota do Cruzeiro. Reunidos no bar “Galo Doido”, um grupo de torcedores comemorou com foguetes os gols do Estudiantes e ao final do jogo algumas pessoas promoveram um buzinaço nas imediações do reduto atleticano
O jogo
A decisão começou tensa, nervosa e demorou a engrenar. O árbitro chileno Carlos Chandía deixou o jogo correr e ignorou cotovelada Verón em Ramires logo aos 3 min. A primeira falta só foi marcada aos 6 min, de Wellington Paulista em Pérez. O Cruzeiro só teve uma infração a favor aos 11 min, quando Desábato derrubou Paulista.
Os primeiros 20 minutos foram de muita marcação e jogo restrito à intermediária. O Estudiantes se posicionou com duas linhas defensivas de quatro homens, se posicionou para contra-atacar e dificultou para o Cruzeiro. As defesas continham as poucas jogadas de ataque antes que a bola chegasse aos goleiros.
A primeira finalização só foi acontecer aos 22 min, depois que Wagner cobrou escanteio da esquerda e Leonardo Silva cabeceou firme. Wellington Paulista tentou completar, mas a bola saiu à direita. O Estudiantes tentou responder rápido, para mostrar que poderias ser perigoso. Só que Fernández arriscou de fora da área e mandou longe, aos 23 min.
A única finalização correta da primeira etapa foi do Cruzeiro, aos 25 min, Marquinhos Paraná lançou Jonathan, que cruzou. Ramires cabeceou fraco e facilitou para Andújar.
À medida em que Chandía deixava de marcar faltas e não coibia o jogo violento, a temperatura da partida subia. O ponto alto da tensão aconteceu aos 36 min, após falta de Leonardo Silva em Fernández. No chão, o argentino agarrou a bola para retardar o jogo e foi repreendido por Ramires. Verón empurrou o camisa 8 e começou a confusão.
Kléber interpelou Verón, recebeu um tapa na cara de Pérez e foi advertido com o cartão amarelo. O mesmo aconteceu com Verón pelo lado argentino.
Sobrou disposição, jogo bruto e faltou futebol no primeiro tempo. O Cruzeiro finalizou três vezes, uma delas com correção. O Estudiantes chutou duas vezes, ambas longe do gol. O placar das faltas terminou empatado: oito para cada lado.
O segundo tempo começou um pouco diferente. Logo aos 6 min, Marquinhos Paraná pegou sobra na intermediária e rolou a Henrique. O volante encontrou espaço e arriscou o chute. A bola desviou em Desábato, entrou no canto direito e explodiu o Mineirão. Cruzeiro 1 x 0. O time celeste dava a impressão de que passaria a dominar o jogo, mas não foi assim.
O Estudiantes se apressou em sair para o jogo e chegou ao empate cinco minutos depois. Após lançamento de Verón, Cellay cruzou da direita e a bola encontrou Fernández, que completou da pequena área e fez 1 x 1. Tudo igual novamente.
Depois de empatar, o Estudiantes passou a jogar melhor e a criar as melhores chances. O Cruzeiro, por seu lado, sentiu o baque. Aos 23 min, Fábio defendeu bem o chute de fora da área de Boselli, que se livrara de dois marcadores. Dois minutos depois, Athirson substituiu Wagner, que ainda no primeiro tempo reclamara de contusão.
Aos 27 min, o Cruzeiro sofreu mais um duro golpe. Verón cobrou escanteio pelo lado direito, Boselli subiu cercado por defensores e acertou o canto esquerdo. Fábio nada pôde fazer. Após sofrer a virada, o time celeste tinha 18 minutos para se refazer e empatar.
Na saída de bola, aos 29 min, Adilson Batista lançou Thiago Ribeiro no lugar de Wellington Paulista. O Estudiantes voltou a se posicionar com duas linhas de quatro jogadores na defesa e dificultou a tarefa da linha de frente cruzeirense.
Thiago ribeiro foi o responsável pelas duas melhores oportunidades celestes. Aos 38 min, arriscou chute rasteiro de fora da área, bem defendido por Andújar. Aos 41 min, ele emendou a sobra de um escanteio e a bola explodiu no travessão. Dois minutos depois, Gerson Magrão cobrou falta da direita, a bola sobrou, mas Ribeiro errou o chute.
CRUZEIRO 1 X 2 ESTUDIANTES
Motivo: jogo de volta da final da Copa Santander Libertadores
Data: 15/07/2009 (quarta-feira)
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Carlos Chandía (CHI)
Público: 64.800 pagantes
Renda: R$ 2.764.366,43
Gols: Henrique, aos 6 min, Fernández, aos 11 min, e Boselli, aos 27 min do segundo tempo
Cruzeiro
Fábio; Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Gerson Magrão; Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner (Athirson); Kléber e Wellington Paulista (Thiago Ribeiro)
Técnico: Adilson Batista
Estudiantes
Andújar; Christian Cellay, Schiavi, Desábato e German Ré; Braña (Sánchez), Pérez, Verón e Benítez (Díaz); Fernández (Calderón) e Boselli
Técnico: Alejandro Sabella
Cartões amarelos: Verón, Braña e Christian Cellay (Estudiantes); Kléber (Cruzeiro)
Site Oficial do Cruzeiro
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