A Copa do Mundo de 2014 poderá deixar os estudantes na mão. Segundo proposta da Lei Geral do Mundial, um conjunto de regras para a realização da Copa feito em comum acordo entre o Ministério do Esporte brasileiro e a Federação Internacional de Futebol Associados (Fifa), existe a possibilidade de não haver venda de meia-entrada para os jogos da competição, cujos preços dos ingressos devem variar de R$ 150 até R$ 1.500.
Em análise na Casa Civil da Presidência, a minuta da Lei , obtida pelo Congresso em Foco, determina a "ausência da gratuidade ou meia-entrada" nas partidas da competição internacional e estabelece que os preços dos ingressos ficarão a critério da Fifa, que poderá negociar algum benefício com os estados brasileiros, apesar de não garanti-lo.
O que chama a atenção é que o atual ministro do esporte, Orlando Silva, já presidiu a União Nacional dos Estudantes (UNE), defensora dos direitos dos estudantes, tais como o da meia-entrada. Em sua defesa, porém, o Ministério do Esporte diz não ser contrário à meia-entrada, mas que apenas deixou a decisão a cargo da entidade máxima do futebol mundial.
Apesar dos pontos polêmicos, a versão final da proposta de lei, que terá de ser votada pelo Congresso, será determinada pela presidente Dilma Rousseff.
O Tempo
Da redação do Plox
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