domingo, 03/07/2011

Paciência argentina só vale dentro do estádio

 FOTO: RICARDO MALAZAN/ASSOCIATED PRESS

Messi não conseguiu comandar a Argentina na estreia da Copa América

Buenos Aires, Argentina. Nenhuma vaia durante ou ao término do jogo, cânticos até o fim e um apoio incondicional. Foi o exemplo dado pelos torcedores argentinos na partida que inaugurou a Copa América, contra a Bolívia. O empate em 1 a 1, no entanto, irritou bastante o fanático povo daqui. Fechados os portões do estádio e sem mais o que fazer para apoiar o time, o momento é de criticas à seleção e ao técnico Sérgio Batista.

Pelas ruas, os argentinos acordaram de cara feia com o futebol do país. E nem adianta dizer que o goleiro boliviano Arías fez uma partida magnifíca e impediu uma vitória dos donos da casa. A culpa, para eles, é de seus próprios erros e das escolhas do treinador.

Qual a razão para tanta paciência nas arquibancadas? “Era o primeiro jogo de Batista com essa seleção em um torneio oficial, então a torcida entendeu que deveria poupá-lo, para apoiar e incentivar o time. Mas não será sempre assim e a pressão vai aumentar”, avisa o motorista Ernesto Humberto, simpático torcedor de River.

As principais críticas são para Messi. Proporcionais à fama e ao que se espera dele.

“Messi foi muito cedo para a Europa. Não conhece bem as dificuldades na Argentina. Teve uma vida cheia de riquezas logo cedo e, por isso, não veste a camisa argentina como deveria”, dispara Marcelo, outro motorista de Buenos Aires, um fanático torcedor do Independiente.

Ernesto concorda que o meia não está bem, mas tenta entender os motivos de o jogador não render com a camisa azul e branca. “Ele é tímido na seleção. Fica isolado e parece não ter com quem jogar. É bem diferente do Barcelona', explica Humberto, que acredita que o mesmo acontece com o maior ídolo da seleção argentina, o atacante Tevez: “Batista precisa fazer alguma coisa. Isso não acontece só com Messi. Aconteceu também com o Tevez, ontem. Quando recebia a bola, estava sempre sozinho, isolado, tendo que fazer jogadas individuais”, reclama.

Os argentinos avisam: paciência tem limite.

O Tempo
Imagem:Divulgação

Da redação do Plox

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Tags HTML permitidas: <a> <em> <strong> <cite> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd>
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.

Mais informações sobre as opções de formatação



Entre em contato
© 2008-2012 plox.com.br Todos os direitos reservados. Primeiro portal de notícias e entretenimento do Vale do Aço