quarta-feira, 22/06/2011

Santos de Neymar busca o tri contra o Peñarol hoje

"Esse menino não tem respeito. É como o Pelé". A frase é de Diego Armando Maradona e, não viesse precedida por um "ele é mal-educado", poderia até soar como elogio. Atleta que "não tem respeito" dentro de campo costuma ser sinônimo de jogador corajoso, que chama o jogo para si. E dizer que é "como Pelé", dificilmente pode ser usado negativamente no mundo da bola.

Para Maradona, tudo foi dito como lamentação, por o Menino da Vila ter dito que pode ser o melhor do mundo jogando no Brasil.

"O Neymar tem aquela coisa que ninguém sabe o que ele vai fazer né?", diz o meia-atacante uruguaio Luís Aguiar, adversário na partida de logo mais.

Se quer mesmo superar Messi e mostrar que Maradona está errado na opinião e certo nas palavras, o "abusado" Neymar tem hoje um grande desafio. Ele mudará de patamar na história se comandar o Santos no duelo decisivo contra o Peñarol, pela Libertadores, às 21h50, exatamente como fez Pelé em 1962, exatamente contra o Peñarol.

O Santos do Rei do Futebol repetiu a dose no ano seguinte e, agora, com Neymar, só precisa de uma vitória simples para conquistar o tricampeonato. Novo empate leva a decisão para a prorrogação e os pênaltis.

A tarefa de Neymar pode ser dividida com Paulo Henrique Ganso. Liberado pelo departamento médico do clube, o jogador tem chances de começar como titular ou entrar no meio da partida. A outra joia da Vila Belmiro tem seu futuro na decisão nas mãos de Muricy Ramalho, que não deu pistas sobre o que pretende. Tanto que chegou a treinar com 12 jogadores, incluindo Ganso, para manter o mistério no ar.

Do lado adversário, a grande estrela é Martinuccio, que foi muito marcado no primeiro jogo. "O jogo passado foi muito fechado, com emoção, nervosismo. E isso acontece (estrelas bem marcadas). Vamos tentar soltar o Martinuccio. Mas antes temos de parar o Neymar, o Ganso, o Elano. São muitos craques. Depois veremos como vamos fazer com Martinuccio", diz o técnico do Peñarol, Diego Aguirre.

No Santos, no entanto, o discurso é de união: "Sinto o grupo muito concentrado e, mesmo respeitando o Peñarol, estou confiante de que temos tudo para conquistar o título", disse o lateral Léo, resumindo o sentimento na Vila.

 

O TEMPO

Da redação do Plox

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